Cidade de Deus foi o filme brasileiro com maior renome internacional, nosso país ainda é visto pelo prisma dessa obra-prima, contudo, qual foi o legado trazido aos atores? É essa pergunta a ser respondida no documentário, Cidade de Deus 10 anos depois.
Assisti a esse filme nesse ano, influenciada pela fama mundial, visto que estava a pesquisar grandes produções. Fui conhecer uma realidade tão próxima a mim bem depois de descobrir a definição de niilismo para Turgueniev, desbravar a guerra da independência dos EUA em O Patriota e entender a crítica capitalista do Rammstein em sua língua original.
Uma das declarações mais impactantes dada no documentário foi a do Seu Jorge ao ressaltar que os negros do nosso país continuam marginalizados pela sociedade. Após 10 anos, a mentalidade era a mesma. Os papéis dados aos negros na imprensa continuam minoritários e estereotipados. Essa constatação me entristece profundamente. Tenho 20 anos e já vivenciei o suficiente para desconstruir as idealizações referentes ao nosso modelo de sociedade. Minha criticidade se aguçou com os anos e cada vez mais quero alcançar a lucidez. Somente por meio dela poderei reagir de modo efetivo as forças provenientes das injustiças e contradições.
Estou lendo o livro Mayombe de Pepetela. Que leitura agradável! Estou aprendendo sobre a vida, a que é cheia de desencontros amorosos, conflitos, estabelecimento de vínculos, mobilidade.
"O contrário da vida é o imobilismo."
"Não são os golpes sofridos que doem, é o sentimento da derrota ou de que se foi covarde."
"Uma nuvem isolada tem a individualidade que lhe é dada pela sua mutabilidade inquieta e caprichosa; esta individualidade per-de na massa que se concentra e que vale seu peso, pela sua potência selvagem."
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23 de setembro de 2016
31 de julho de 2016
Agora o mundo é aqui
Buda não foi um redentor ou um filho de Deus. Ele foi uma pessoa como Jenny.Quando ele nasceu, profetizaram a seu pai que seu filho dominaria o mundo ou renunciaria a ele, duas coisas de qualquer forma opostas. Ele renunciaria se conhecesse as misérias e o sofrimento do mundo. O pai queria impedir que isso acontecesse e, portanto, tentou proteger o filho do mundo fora do palácio - ao mesmo tempo que o cercava de toda sorte de alegrias e divertimentos. Mas Sidarta não se contentou com sua protegida existência de príncipe diante dos muros do palácio ele vira um ancião, um doente e um cadáver putrescente...O encontro com o ancião corcunda mostrou a Sidarta que a velhice é um destino do qual ninguém escapa. A visão do doente em sofrimento o fez questionar se seria possível estar a salvo da doença e da dor. E o cadáver lembrou ao jovem príncipe que todas as pessoas um dia morrerão e que o mais feliz dos homens está sujeito a transitoriedade da vida.Depois dessas experiências desoladoras, Sidarta encontrou um asceta com uma expressão feliz e radiante. Esse encontro o fez concluir que a vida em meio a riqueza e ao prazer era vazia e sem sentido. Então ele se perguntou: existe alguma coisa neste mundo que esteja a salvo da velhice, da doença e da morte?Sidarta estava tomado de compaixão por seus semelhantes e sentiu-se predestinado a mostrar aos homens uma saída para a dor. Mergulhado profundamente em seus pensamentos, ele voltou ao palácio e, ainda na mesma noite, renunciou à sua agradável vida de príncipe e se dedicou por uma vida errante.Depois de 6 anos peregrinando como é um asceta, Sidarta sentou-se ao pé de uma figueira às margens do rio Neranjara. E aqui - aqui ele viveu seu "despertar". Após viver trinta e cinco anos como um sonâmbulo, Sidarta descobriu que o sofrimento no mundo é causado pela sede de viver. Então ele se tornou "buda", aquele que despertou.
Trecho do conto Buda de Jostein Gaarder, retirado do livro Pássaro Raro
16 de julho de 2016
Sobre a influência dos livros na nossa vida
Enquanto eu não ler Grande sertão: Veredas, eu não vou ser uma pessoa completa.
Presenciamos um holocausto sim!
O quanto nós brasileiros conhecemos do nosso país?
Ouso responder essa pergunta com uma palavra: pouco.
Em entrevista à UNIVESP TV, a autora relata sua experiência de escrever um livro sobre um dos capítulos mais cruéis de nossa história.
Ouso responder essa pergunta com uma palavra: pouco.
Infelizmente a nossa síndrome de cachorro vira-lata nos faz dar mais valor a tudo o que é criado fora do Brasil. Ainda temos desconfiança da qualidade dos nossos filmes, os quais a maioria só assistiu os que a Globo produziu, ainda temos desesperança de que possamos ter um país desenvolvido, ainda culpamos o outro de corrupto mas não refletimos sobre quais atitudes corruptas também fazemos, ainda aspiramos mudar para um país em que tudo funcione com a ideia de que vamos "funcionar" também.
Um dos maiores descasos que possamos ter é o descaso com a nossa história. Isso faz com que tragédias sejam esquecidas e uma delas foi durante muito tempo velada, a do hospício Colônia, localizado na cidade de Barbacena em Minas Gerais. Cerca de 60 mil pessoas foram mortas nesse local.
60 MIL PESSOAS FORAM MORTAS por serem marginalizadas pela sociedade, por não serem de acordo com o padrão, umas por apresentarem doenças mentais, outras por não terem outro local para viverem.
Ao se deparar com as fotografias acima, a jornalista Daniela Arbex ficou completada impactada. Todas elas foram tiradas em 1961 pelo fotógrafo Luiz Alfredo e retratam a realidade do hospício Colônia naquele período. As imagens, que ao primeiro momento se assemelham as de campos de concentração nazista, ainda são desconhecidas por grande parte de nossa população.
Para resgatar e compreender a história de vida dos internos e protagonistas das fotografias, a jornalista Daniela escreveu o livro Holocausto Brasileiro.
Em entrevista à UNIVESP TV, a autora relata sua experiência de escrever um livro sobre um dos capítulos mais cruéis de nossa história.
21 de abril de 2016
Duas pessoas não se lembram de uma coisa da mesma forma
Uns dizem que se trata de um livro fantasioso, outros de relatos infantis incertos, fico com a segunda opção, mas não desprezo a primeira.
O oceano no fim do caminho é um livro que narra as aventuras de um garoto de 7 anos ao passar por diversos acontecimentos estranhos em um curto período de tempo. Como se tem um narrador-personagem, nos atemos a apenas uma visão da realidade, o que me fez estabelecer um paralelo com A menina que não sabia ler. Na verdade, esses dois livros se assemelham bastante ao meu ver, posso citar os seguintes parâmetros para tal: protagonistas infantis, conflito entre realidade e fantasia e figura da governanta má. A premissa dos dois livros tem como enfase acontecimentos fantásticos que só poderiam ser compreendidos se você tivesse uma certa "pureza juvenil", fica evidente o quão os adultos se tornam "ruins" conforme crescem. Não diz respeito ao conformismo advindo com o desenvolvimento do homem e sim como isso afeta sua vida e seus relacionamentos.
Particularmente, discordo da exaltação desse livro que foi feita no Skoob, por exemplo. A nota dada (4.2) a meu parecer é muito alta. É um livro fluído, mas com trechos bem arrastados, com uma escrita simples, enredo confuso em alguns momentos, principalmente nos que transpõe o leitor para o "mundo da fantasia".
Agora sobre a estória, acredito que o narrador-personagem só se recorda de sua aventura aos 7 anos quando está na Fazenda, é como se aquele lugar trouxesse a tona todas as reminiscências, visto que ele não se lembra de ter voltado ao local, embora as senhoras o tenham relembrado que a alguns anos atras, ele as visitou. Trata-se, portanto, de aludir ao leitor seu inconsciente quanto criança, uma época em que vivemos a mercê da imaginação e usufruímos dela do melhor modo possível.
O oceano no fim do caminho é um livro que narra as aventuras de um garoto de 7 anos ao passar por diversos acontecimentos estranhos em um curto período de tempo. Como se tem um narrador-personagem, nos atemos a apenas uma visão da realidade, o que me fez estabelecer um paralelo com A menina que não sabia ler. Na verdade, esses dois livros se assemelham bastante ao meu ver, posso citar os seguintes parâmetros para tal: protagonistas infantis, conflito entre realidade e fantasia e figura da governanta má. A premissa dos dois livros tem como enfase acontecimentos fantásticos que só poderiam ser compreendidos se você tivesse uma certa "pureza juvenil", fica evidente o quão os adultos se tornam "ruins" conforme crescem. Não diz respeito ao conformismo advindo com o desenvolvimento do homem e sim como isso afeta sua vida e seus relacionamentos.
Particularmente, discordo da exaltação desse livro que foi feita no Skoob, por exemplo. A nota dada (4.2) a meu parecer é muito alta. É um livro fluído, mas com trechos bem arrastados, com uma escrita simples, enredo confuso em alguns momentos, principalmente nos que transpõe o leitor para o "mundo da fantasia".
Agora sobre a estória, acredito que o narrador-personagem só se recorda de sua aventura aos 7 anos quando está na Fazenda, é como se aquele lugar trouxesse a tona todas as reminiscências, visto que ele não se lembra de ter voltado ao local, embora as senhoras o tenham relembrado que a alguns anos atras, ele as visitou. Trata-se, portanto, de aludir ao leitor seu inconsciente quanto criança, uma época em que vivemos a mercê da imaginação e usufruímos dela do melhor modo possível.
16 de março de 2016
O que se pode fazer nas férias
As férias que tanto almejei chegaram! E agora, o que fazer?
Essa foi uma das questões que assolou minha alma na segunda metade de Dezembro de 2015. Depois de ter um ano de muitas mudanças, muitos aprendizados, algumas reviravoltas e uma pitada de desespero acompanhado de agonia, o que eu iria fazer nos 2 meses seguintes? A priori tudo o que queria era descansar, sair totalmente daquela rotina maluca em que estava e apenas dormir.
Feito isso, colocar em prática alguns projetos era a segunda coisa a fazer, desse modo, o projeto alimentação saudável sem carne foi se concretizando, aos poucos fui tirando a carne de minha alimentação e não como carne vermelha nem branca desde o dia 4 de Janeiro de 2016, ou seja, hoje faz 73 DIAS QUE EU NÃO COMO CARNE!!!! Ainda vou escrever aqui sobre como está sendo minha transição ao vegetarismo: desafios e benefícios.
Outra atividade proveitosa de minhas férias foi assistir séries. Comecei pelo mundo agitado e conturbado de THE L WORD, passando pela fantástica e surpreendente série francesa LES REVENANTS, acompanhando a Bolívia sendo dominado pela filosofia "Plata o Plomo" de Pablo Escobar em NARCOS e agora estou desvendado a trama e aprendendo HOW TO GET AWAY WITH MURDER.
E quanto aos filmes? Assisti muitos, alguns nem lembro o nome, mas os principais foram 2001 UMA ODISSEIA NO ESPAÇO, GAROTA DINAMARQUESA, O ILUMINADO, O TURISTA.
Contudo, nessas férias não me dediquei muito a uma das minhas atividades prediletas que é a leitura de livros. Apenas li O NATAL DE POIROT, RELIGIÃO PARA ATEUS e O TORREÃO. No momento estou a me deleitar com o livro O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM A SUA VIDA? que é um apanhado de palestras, ensinamentos de Krishnamurti.
A minha diversão não adveio somente de ficar em casa, também sai com meus amigos, fomos a barzinhos, diversas vezes ao shopping bater papo, ao divertido e conflituoso carnaval de São Luís do Paraitinga, baile a fantasia e minhas férias terminaram com chave de ouro:
SHOW DA ANITTA!!!!!!!!!!!!!!!
Essa foi uma das questões que assolou minha alma na segunda metade de Dezembro de 2015. Depois de ter um ano de muitas mudanças, muitos aprendizados, algumas reviravoltas e uma pitada de desespero acompanhado de agonia, o que eu iria fazer nos 2 meses seguintes? A priori tudo o que queria era descansar, sair totalmente daquela rotina maluca em que estava e apenas dormir.
Feito isso, colocar em prática alguns projetos era a segunda coisa a fazer, desse modo, o projeto alimentação saudável sem carne foi se concretizando, aos poucos fui tirando a carne de minha alimentação e não como carne vermelha nem branca desde o dia 4 de Janeiro de 2016, ou seja, hoje faz 73 DIAS QUE EU NÃO COMO CARNE!!!! Ainda vou escrever aqui sobre como está sendo minha transição ao vegetarismo: desafios e benefícios.
Outra atividade proveitosa de minhas férias foi assistir séries. Comecei pelo mundo agitado e conturbado de THE L WORD, passando pela fantástica e surpreendente série francesa LES REVENANTS, acompanhando a Bolívia sendo dominado pela filosofia "Plata o Plomo" de Pablo Escobar em NARCOS e agora estou desvendado a trama e aprendendo HOW TO GET AWAY WITH MURDER.
E quanto aos filmes? Assisti muitos, alguns nem lembro o nome, mas os principais foram 2001 UMA ODISSEIA NO ESPAÇO, GAROTA DINAMARQUESA, O ILUMINADO, O TURISTA.
Contudo, nessas férias não me dediquei muito a uma das minhas atividades prediletas que é a leitura de livros. Apenas li O NATAL DE POIROT, RELIGIÃO PARA ATEUS e O TORREÃO. No momento estou a me deleitar com o livro O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM A SUA VIDA? que é um apanhado de palestras, ensinamentos de Krishnamurti.
A minha diversão não adveio somente de ficar em casa, também sai com meus amigos, fomos a barzinhos, diversas vezes ao shopping bater papo, ao divertido e conflituoso carnaval de São Luís do Paraitinga, baile a fantasia e minhas férias terminaram com chave de ouro:
SHOW DA ANITTA!!!!!!!!!!!!!!!
15 de fevereiro de 2016
15 de janeiro de 2016
Sobre ser "turistas de suas próprias imaginações"
"As pessoas estão entediadas. Estão mortas! Vá a um shopping e dê uma olhada nas caras. Fiz isso durante anos...Ia de carro para os shoppings no fim de semana e ficava lá sentado, só observando as pessoas, tentando entender aquilo. O que está faltando? Do que elas precisam? Qual será o próximo passo? E então, um dia, entendi: imaginação. Perdemos a capacidade de inventar coisas. Passamos esse trabalho para a indústria do entretenimento, e ficamos sentados por aí babando na camisa, enquanto eles fazem isso por nós."
O TORREÃO, JENNIFER EGAN
17 de janeiro de 2015
Sobre paixão e amor
"Por que os humanos se apaixonam?", pergunto.
"Pode-se dizer que é algum tipo de escolha."
"Entendo", eu falo. "Muito bem, então como os humanos se apaixonam? Como é que você cria a consciência que faz com que eles percebam que foram feitos um para o outro?"
"Primeiro, eles não estão tão apaixonados como acreditam", ela diz. "Cair de amores implica que você esteja descontrolado, e isso é o que Paixão e Luxúria e Desejo querem que sinta. O problema é que elas fazem um trabalho de marketing tão bom delas mesmas que muitos humanos prontos para o amor que me confundem com seu anseio físico."
Devo admitir que tenho visto a parte dos humanos que me toca estragar suas sinas à procura de amor, quando o que eles realmente queriam era trepar.
"A verdade, Fábio", ela diz, entornando o resto de seu uísque, "é que o amor é como um bom livro que você não consegue largar e que deseja que nunca termine. Mas, com Atração e Luxúria, em vez de saborear a forma como a história se desenrola, você simplesmente pula para o último capítulo."
Enquanto reflito sobre isso, Amor pede outro uísque com gelo. Ouço Paixão e Desejo dando risadinhas, lá no fundo do salão.
"E segundo", diz Amor, apontando para o ambiente em torna de nós, "nem todos estão prontos para me acolher. Aqueles casais ali, todos prisioneiros de sua paixão e de seu desejo, não estão prontos para o amor. Não saberiam o que fazer com ele. Então, não vou perder meu tempo com homens e mulheres que não podem apreciar o que eu lhes ofereço."
"Tudo bem. Então, quando a gente está pronto para o amor, como é que sabe que não se trata de Atração ou Desejo?"
Amor sorri e olha para o seu drinque. "Você simplesmente sabe."
Desastre de S.G.Browne
15 de janeiro de 2015
oninecseF
Nós brasileiros abusamos do eu te amo, até mesmo contaminamos os portugueses com esse refrão. Acho que foi a Agustina Bessa-Luís quem disse que a televisão brasileira, as novelas da Globo causaram esse contágio; anteriormente os portugueses diziam gosto de ti, tinham vergonha de dizer eu te amo. Essa mania nossa veio dos americanos, eles dizem eu te amo até o peixe no aquário
8 de março de 2014
Meu herói morreu de...
Relendo algumas estórias sobre minha vida de estudante, passou pela minha cabeça esses últimos meses, os quais eu diria terem sido os que pedi a Deus. Infelizmente nada é perfeito e nem há de ser, problemas? oba! Não sinto falta daquela rotina maçante, das aulas desinteressantes e da escola, como já disse Brás Cubas, um dos meus heróis, que é enfadonha! Andei tendo uns mixed feelings principalmente sobre estar ou não apaixonada...sinto que minha literatura se empobrece quando escrevo sobre isso, contudo é a "vida, louca vida". Não quero escrever mais sobre isso,por enquanto ainda não. Também ando tendo diversas ideias referentes ao futuro do blog, nada ainda totalmente definido, apenas postponing.
ÉPOCA - Voltando aos livros, que autores o senhor gostava de ler na mocidade?Nelson - Li muito pouco. Leitor ideal é o que só lê o mesmo livro todos os dias. Por mais acaciano que pareça, a arte da leitura é a releitura. Reli muitas vezes Crime e Castigo, Os irmãos Karamazov, Anna Karenina, Machado de Assis, porque apenas a leitura não basta.
Seguindo o conselho do Nelson (Rodrigues), decidi reler meu livro favorito, que por feliz coincidência também é russo, há algumas semanas atrás. Esse livro teve grande influência sobre mim, acho que por isso só depois de 2 anos resolvi relê-lo. A primeira leitura foi agradabilíssima e fascinante, a probabilidade de não se apaixonar pelo protagonista é tão pequena, beira o impossível. Quando terminei a leitura fiquei impressionada, encabulada e ao mesmo tempo apavorada. Tudo (quase tudo) o que saquei foi o seguinte: um cara se apaixona, declara seu amor, é rejeitado e morre sem nunca ao menos ter beijado. Soou bem romântico, não? Admito que todo esse "romantismo" fascinou-me, todavia o fato do protagonista ser niilista fez com que esse livro tivesse tanta influência sobre mim mesmo depois de meses que o li. Niilismo que de uma certa maneira acomodou minha alma e anseios na época e ainda hoje.
E a releitura?
Com a releitura compreendi o quão enganada eu estava a cerca desse romantismo todo, embora não seja desprezível. Sinto-me estranha ao relembrar que meu herói morreu de... Pra mim, esse meu blablabla não passa de BULLSHIT. Talvez seja, talvez não. Além de todo romantismo, o livro é de um enredo singular, especial e extraordinário. Um livro que você quer ler vagarosamente, saboreando cada capítulo, cada diálogo, cada parágrafo, cada frase e cada palavra. Conclusão: reler nunca é demais!
5 de março de 2014
17 de novembro de 2013
Os espiões
Até hoje não se explicar por que a perspectiva de estar face a face com Ariadne provocava aquela sensação, ao mesmo tempo de pânico e cálida antecipação, com epicentro no meu estômago. Eu não sabia o que iria fazer em Frondosa, só sabia que, fosse o que fosse, definiria a minha vida. Ou talvez a sensação de calor na boca do estômago fosse comum a todos que se aproximam da boca de um labirinto. Deve haver uma palavra em alemão para o medo de desaparecer para sempre.
Os espiões é um livro de Luís Fernando Veríssimo que tem como objetivo nos colocar diante de um labirinto para, assim, seguirmos as pistas juntamente como os protagonistas do livro na procura de uma figura mitológica que resolveu reviver entre nós com o nome de Ariadne. Com uma escrita peculiar que encanta a todos pelas suas revelações que incluem vingança e suicídio. Escrito em primeira pessoa acompanhamos o mudar de uma rotina e o voltar a ela. Entre o começo e o fim conhecemos a transição do camaleão em Dionísio, e de Dionísio frustado a um legítimo camaleão.
31 de outubro de 2013
OITO
"Às vezes eu faço isso de vestir um
terno preto que eu tenho para ocasiões formais, como enterros, e pegar uma
pasta vazia que comprei em um brechó. Só que não vou para a escola.
Eu treino ser adulto, fingindo que
estou indo para o trabalho. Caminho em direção à estação de trem, e, cerca de uns dois
quarteirões dali, eu me junto às outras pessoas de ternos carregando pastas. Estudei
suas expressões mortas o suficiente para me misturar a eles. Marcho
como um soldado, imitando os passos, balançando minha maleta vazia do mesmo
jeito - quase em passo de ganso.
Eu insiro moedas nas máquinas no lado
de fora da estação e pego um jornal de papel à moda antiga, que enfio debaixo
do braço, só para me confundir com a multidão.
Pego minha passagem na máquina.
Desço pela escada rolante.
Então fico parado como zumbi esperando
o trem chegar.
Eu sei que isso vai parecer
errado, mas sempre que visto meu terno de enterro, vou para a estação de trem e
finjo que tenho um emprego na cidade, isso sempre me faz pensar nos trens
nazistas que levavam os judeus da Segunda Guerra Mundial para os campo de concentração.
Herr Silverman nos ensinou sobre isso. Eu sei que é uma comparação horrível,
talvez até ofensiva, mas aguardando ali na plataforma, entre os homens de
terno, sinto que estou esperando para ir para alguma lugar horrível, onde tudo
o que é bom acaba e, em seguida, a miséria perdura para todo o sempre - o que
me faz lembrar das terríveis histórias que aprendemos nas aulas sobre
Holocausto, seja isso ofensiva ou não. Quer dizer,
nós ganhamos a Segunda Guerra Mundial, certo? E, no entanto, todos esses adultos - filhos, filhas e
netos de nossos heróis da Segunda Guerra - continuam a entrar em trens da morte
metafóricos, mesmo tendo derrotado os nazifascistas há muito tempo. Portanto,
cada americano é livre para fazer o que quiser aqui neste grande país
supostamente livre. Por que não usam sua liberdade para buscar a felicidade?"
PERDÃO, LEONARD PEACOCK
MATTHEW QUICK
5 de outubro de 2013
11
Virgínia tem ímpetos de jogar o frasco de perfume na cabeça da Noca, quando a rapariga lhe vem anunciar com a voz fanhosa:
- O chã tã pronto.
Fica parada ali na porta, a cara idiota, a cabeça minúscula de passarinho no alto do pescoço descarnado e comprido: uma pera na ponta da vara. E aquele esgar canino, aquela máscara de palhaço cretino, aqueles olhinhos espantados... Não: a gente tem vontade de jogar uma coisa na cabeça dela...Virgínia fuzila para a criada um olhar colérico.
Outra vez a voz fanhosa:
- Estã pronto o chã, dona Virgínia.
É demais. Nem uma santa aguenta.
- Já ouvi! - berra. - Já ouvi! Não sou surda.
O sorriso canino persiste, deixando visíveis os dentes amarelados, pontiagudos e minúsculos. E é bem um olhar de cão surrado - um olhar de simpatia e fidelidade medrosa que a rapariga lança para a patroa quando esta passa por ela.
A patroa surra na gente, mas a patroa é boa, dá dinheiro, dá vestido bonito. Dona Virgínia grita com a gente - mas depois dá risada pra gente.
E o olhar amoroso segue o vulto quente e perfumado da mulher de roupão azul que desce a escada porque "o chã tã pronto".
CAMINHOS CRUZADOS
ERICO VERISSIMO
21 de setembro de 2013
Ah, meu querido, eu poderia...
O
título em português não se assimila ao original (Florence e Giles, nomes
dos protagonistas do livro), dando margem à alguma semelhança com um romance
bastante conhecido no Brasil: A menina que roubava livros.
Capas do livro, note que apenas a brasileira não tem um tom sombrio.
Já
nos primeiros capítulos podemos entender o porquê da menina "não saber
ler" e assim continuamente somos inseridos ao seu cotidiano através de seu
olhar juvenil e um tanto peculiar. O autor descreve de forma minuciosa o dia a
dia da garota e das pessoas que vivem ao ser redor, tendo como pano de fundo a
velha mansão de Blithe, a qual os empregados relatam ser assombrada. Embora
Florence e Giles morem nessa escura mansão por estarem à cuidados de um tio,
jamais viram este. Tudo o que a jovem sabe sobre seu tio foi-lhe contado pela
sua governanta e através de conversas que escutou dos empregados.
Ao
decorrer do livro somos expostos a diversos enigmas que não são nos dado as
respostas. Presenciamos a imaginação de Florence florescer cada vez mais após a
chegada da nova preceptora, seria tudo apenas imaginação da pequena jovem ou
estamos sendo inseridos vagarosamente num suspense que parece insolúvel? As
suspeitas da garota são realmente válidas diante do seu maior medo?
Com
alguns capítulos vagarosos, outros velozes e um tanto inexplicáveis, a menina
que não sabia ler desenrola a história de uma maneira despreocupadamente
atroz.
E
quanto aos enigmas que não são nos dado as respostas, só resta usarmos a nossa
imaginação para desvendá-los, mas seriam nossas respostas muito fantásticas a
ponto de ninguém acreditar nelas?
4 de agosto de 2013
Sobre a influência
"- A sua influência é, realmente, tão má como diz Basílio, Lorde Henry?
- Não existe influência boa, Sr. Gray. Toda influência é imoral...imoral do ponto de vista científico.
- Por quê?
- Porque influenciar uma pessoa é transmitir-lhe a nossa própria alma. Ela já não pensa com seus pensamentos naturais, nem arde com suas paixões naturais. As suas virtudes não são reais para ela. Os seus pecados, se é que existem pecados, são emprestados. Ela se converte em eco de uma música alheia, em ator de um papel que não escrito para ela. A finalidade da vida é o desenvolvimento próprio. Realizar completamente a própria natureza, é o que devemos buscar. O mal é que, hoje em dia, as pessoas têm medo de si mesmas. Esqueceram-se do mais elevado de todos o deveres, o dever para consigo mesmas. São caritativas, naturalmente. Alimentam o faminto e vestem o andrajoso. Deixam, contudo, que as suas almas morras de fome e andem nuas. O valor nos abandonou. Talvez nunca o tenhamos tido, realmente. O temor da sociedade, que é a base da moral; o temos de Deus, que é o segredo da religião...são os dois princípios que nos regem. E, no entanto...
- Vire um pouco a cabeça para a direita, Dorian, como um bom rapaz - disse o pintor, que absorto no seu trabalho, acabava de surpreender no rosto do adolescente certo ar que, antes, nunca havia visto.
- E, no entanto - continuou Lorde Henry, com a sua voz grave e musical e com aquela graciosa flexão de mão que sempre o caracteriza, desde a época do Eton -, creio que, se um homem quisesse viver a sua vida em plena e completamente, se quisesse dar forma a todo o sentimento seu, expressão a cada pensamento, realidade a todo sonho, acredito que o mundo receberia tal impulso novo de alegria que esqueceríamos todas as enfermidades medievais, para voltar ao ideal grego, a algo mais belo e mais rico, talvez, que esse ideal. Contudo, o mais corajoso dentre nós tem medo de si mesmo. A mutilação do selvagem tem sua trágica sobrevivência na própria renúncia que corrompe as nossas vidas. Somos castigados por nossas renúncias. cada impulso que tentamos aniquilar germina em nossa mente e nos envenena. Pecando, o corpo se liberta do seu pecado, porque a ação é um meio de purificação. Nada resta então a não ser a lembrança de uma prazer a volúpia de um remorso. O único meio de livrar-se de uma tentação é ceder a ela. Se lhe resistirmos, as nossas almas ficarão doentes, desejando as coisas que se proibiram a si mesmas, e, além disso, sentirão desejo por aquilo que umas leis monstruosas fizeram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos tem lugar no cérebro. É no cérebro e somente nele que tem também lugar os grandes pecados do mundo. O senhor mesmo, Gray, com a sua juventude cor-de-rosa e a sua adolescência alvirrósea, terá tido paixões que o tenham atemorizado, pensamentos que o tenham enchido de terror, sonhos despertos e sonhos adormecidos, cuja simples lembrança poderia tingir de vergonha suas faces...."
(In. O retrato de Dorian Gray. Rio de Janeiro:Abril,1972, p.29-31)
31 de dezembro de 2012
Não entre em Pânico
A poucos dias terminei de ler o último livro deste ano. O Guia do Mochileiro das Galáxias já estava há alguns meses na minha gaveta esperando para ser lido e finalmente nas férias pude entender o que o resumo que li do livro a algum tempo queria dizer.
Com uma linguagem extremamente agradável e interessante o livro nos convida a viajar pelo universo depois que o planeta Terra foi destruído por alienígenas. Este é um daqueles livros que não conseguimos parar de ler e quando vemos já está acabando. Ainda bem que é uma trilogia de cinco livros e podemos acompanhar as aventuras espacias junto de Arthur Dent e Ford Prefect com a companhia de vários amigos que fazem durante as viagens intergaláticas.
Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.
A frase acima retirei da contracapa do primeiro livro da série.
Fiz algumas buscas na internet e descobri que há um filme do primeiro livro da série e também achei uma série de TV que em contrapartida do filme, foi feita quase minuciosamente como o livro.
O vídeo acima é uma parte do filme que mostra quando depois de um míssil ser transformado em baleia, esta tenta se dar conta de sua existência em seus poucos minutos de vida por estar caindo em direção ao chão.
Filme Completo
Abaixo todos os 6 episódios da Série
Episódio 1
Episódio 2
Episódio 3
Episódio 4
Episódio 5
Episódio 6
12 de dezembro de 2012
Nem vós sem mim, nem eu sem vós
Ainda hoje uma lenda celta datada no século IX emociona aos seus leitores pelas aventuras e desventuras de dois jovens apaixonados.
Este mito foi retratado de diversas maneiras ao decorrer dos séculos, portanto há versões diferentes do romance e como tudo aconteceu. Essas versões podem ser claramente vistas ao lermos diferentes fontes sobre o enredo desta lenda. No livro acima há um enredo e no filme mais recente sobre os amantes há outro, mas ambos tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras do jovem casal.
Capa do filme mais recente
As principais divergências entre os enredos listarei abaixo:
Filme: Os pais de Tristão foram mortos em um ataque a aldeia e o menino presenciou a cena.
Livro: O pai de Tristão foi morto em uma cilada feita pelo seu inimigo mortal, o duque de Morgan, quando Tristão tinha 15 anos. E sua mãe faleceu no parto.
F: Tristão ficou aos cuidados de seu tio Lord Marke.
L: Tristão ficou aos cuidados de seu pai, o rei Rivalino, e com sete anos feitos confiou-o a um sábio escudeiro chamado Gorvenal, que se encarregou de sua educação.
No livro Tristão acompanhado de seu escudeiro permanece na corte do rei Marcos, sem revelar a este que era seu sobrinho. A revelação acontece quando Tristão envenenado pela lança de Morholt decide partir à beira mar.
F: Tristão matou Morholt quando este atacou a sua aldeia para tentar dominá-la cobrar um tributo imposto quando Cornualha perdeu uma guerra contra os irlandeses,
L: Tristão matou Morholt em um duelo. Este duelo aconteceu devido a um tributo que fora imposto a Cornualha cerca de um século antes, no decurso de uma guera infeliz. Em virtude deste tratado, os irlandeses podiam cobrar à Cornualha no primeiro ano trezentas libras de cobre, no segundo trezentas libras de prata, no terceiro trezentas libras de outro, mas no quarto ano levavam trezentos rapazes e trezentas moças com idade de quinze anos, tirados à sorte entre as famílias de Cornualha.
No livro Tristão e Morholt duelaram-se a sós em uma ilha, enquanto no filme ocorreu na floresta.
F: Morholt era um guerreiro irlandês.
L: Morholt era irmão da rainha da Irlanda e foi ela quem fez o veneno que havia em sua espada e que envenenou Tristão.
F: Tristão imediatamente após ser envenenado é coloca em um barco e solto ao mar.
L: Tristão depois de vários médicos terem o examinado e nenhum ter curado a sua chaga, percebeu a condição a qual estava (sua feria estava fétida) e pediu para transportarem-no para uma cabana. Mas lembrando-se dos contos antigos , populares entre os celtas decidiu partir além-mar para costas desconhecidas. Na barca só tinha ao alcance da mão alguns alimentos e sua boa harpa.
F: Tristão foi achado na beira da praia por Isolda.
L: Tristão estava tocando sua harpa e ao ouvir o barulho do instrumento, pescadores aproximaram-se e descobriram o ferido. E então ele foi conduzido pelos pescadores até o palácio do rei.
F: Tristão é curado por Isolda.
L: Tristão é curado pela mãe de Isolda que era uma hábil feiticeira e também se chamava Isolda.
F: Tristão e Isolda aparentam a mesma idade.
L: Quando Tristão foi curado pela rainha, Isolda então tinha 12 anos e Tristão era mais velho. A bela criança cumpriu de boa vontade todos os deveres da hospitalidade em relação ao hábil menestrel que o rei Gormond recolhera sob o seu teto. Fazia companhia ao hóspede de seu pai durante todo o dia, pensava-lhe a ferida e aplicava-lhe os remédios prescritos pela rainha. Tãotris, em troca, tocava para distraí-la lais bretões[...] Melhor ainda, ensinava-lhe a arte de tocar os instrumentos e de cantar com esmero.
Tãotris: Tristão disse que seu nome era este por ter matado Morholt, que era um dos guerreiros mais temíveis da Irlanda.
F: Tristão é avisado por Isolda que seu pai está procurando o matador de Morholt.
L: Com a chaga, Tristão ficou irreconhecível e quando percebeu que suas feições estavam voltando ao normal subiu a bordo de um navio mercante e fugiu da Irlanda.
F: O tio de Tristão decide se casar com Isolda para fazer uma aliança com a Irlanda.
L: O tio de Tristão decide se casar com Isolda, após a pressão feita pelos barões com ele, dizendo que deveria esposar-se. Marcos escolheu Isolda para casar-se através de um presságio.
F: Tristão conquista a mão de Isolda em casamento para o seu tio em um torneio. Sem saber que Isolda era filha do rei. Quando Isolda curou Tristão disse a ele que seu nome era Brangia (na verdade este é o nome de sua criada).
L: Depois do rei ter tido o presságio, Tristão é enviado a Irlanda para conquistar a mão de Isolda para o seu tio, o rei de Cornualha.
F: Após ter conquistado a mão de Isolda em um torneio, traze-a para Cornualha.
L: Após ter matado um dragão que fazia grandes devastações nas ruas de Weisefort, Tristão se fere e é levado novamente ao castelo e é curado pela rainha. Isolda descobre através da espada de Tristão que fora ele que matara seu tio. Tenta matá-lo, mas decide não faze-lo por ele ser a única esperança de ela não ser forçada a casar-se com um farsante que dizia ter matado o dragão. O rei da Irlanda, pai de Isolda concede a mão da filha ao rei Marcos e então a jovem é levada a Cornualha.
F: Tristão e Isolda se apaixonam desde o primeiro momento.
L: Tristão foi confiado pelo rei para levar Isolda para Cornualha. Ao saber que não se casaria com Tristão e sim com o tio dele, Isolda não participava nos preparativos da viagem da longa travessia: triste e silenciosa, recusava qualquer conversa com Tristão, por quem se julgava ofendida e desprezada.
No livro, vendo que Isolda estava insatisfeita em se casar com Marcos sua mãe preparou uma poção poderosa, que era um filtro de amor capaz de fazer nascer a paixão no homem e na mulher que o bebessem. Aquele e aquela que partilhassem essa poção deveriam amar-se todas as suas forças durante um período de 3 anos, a tal ponto que não poderiam suportar estar afastados um do outro mais de um dia sem sofrer gravemente e mais de uma semana sem se arriscarem a morrer. Esta poção era pra ser dada a Isolda e Marcos na noite de núpcias, mas por "engano" a criada Brangia deu a Isolda e Tristão quando estavam na nau a caminho de Cornualha.
F: A noite de núpcias foi entre os casados.
L: Na noite de núpcias, Isolda pediu a Brangia, que ainda era virgem para tomar em segredo e em silêncio o seu lugar no leito do rei na noite de núpcias.
No livro Isolda e Brangia tem a mesma idade e aparente forma física.
F: O rei Marcos viu os dois jovens e é dada a traição.
L: O rei Marcos é muitas vezes feito a acreditar na traição, mas sempre que tenta pegá-los em flagrante é levado a acreditar na inocência dos dois jovens
F: Tristão é ferido quando ajuda seu tio contra os irlandeses e Isolda após a morte do amante desaparece e ninguém sabe o seu paradeiro.
L: Tristão casa-se com Isolda das mãos brancas, não consumindo este casamento. Quando está prestes morrer por uma infecção causada por uma seta envenenada, Tristão manda uma mensagem, implorando que Isolda da Irlanda viesse até ele, e ordena que, no retorno do barco, deveriam estender velas brancas se a trouxessem e negras se ela não viesse. Quando as velas brancas são vistas se aproximando, sua esposa Isolda diz que elas são negras. Angustiado Tristão morre, e Isolda chega, para morrer ao lado dele.
Como podemos perceber acima, o livro contém mais detalhes sobre o enredo e é até mais interessante do que o filme. Se você gostou de saber um pouquinho sobre as aventuras e desventuras deste jovem casal indico a você a leitura do livro. E que tenha uma boa leitura!
Créditos:
4 de agosto de 2012
Feliciana
Neste romance, Gonçalves
Dias, o escritor da “Canção do Exílio” é retratado desde seu nascimento até
seus últimos dias, porém esta não é apenas uma biografia do escritor, trata-se
e um romance histórico, no qual uma personagem - sendo esta uma pessoa comum –
narra um amor platônico pelo poeta.
Esta personagem chamada
Feliciana conta através de seu ponto de vista toda a trajetória de Antônio
Gonçalves Dias. Ela enamora-se por ele em sua juventude e permanece este amor
em si.
O livro entrelaça a vida de Gonçalves Dias com a da garota,
esta que sempre dizia ser para si o poema “olhos verdes”, o primeiro do poeta.
Eles verdes são:
E têm por usança
Na cor esperança
E nas obras não.
São uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos de verde-mar,
Quando o tempo vai bonança;
Uns olhos cor de esperança
Uns olhos por que morri;
Que, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Faz um bom tempo que li este livro, antes mesmo de fazer esta síntese apresentando o livro, digitei um capítulo e publiquei-o aqui no blog, Alma Compassiva.
Há também um outro trecho, Furor de Bacanal.
A escritora deste livro também já se dedicou em escrever sobre outros importantes autores brasileiros, no livro Boca do Inferno revive Salvador do final do século XVII do qual faziam parte Padre Antônio Vieira e o poeta Gregório de Matos.
Em A Última Quimera, Ana debruça-se sobre a vida e a obra de Augusto dos Anjos, este poeta que teve uma vida breve, mas marcou a literatura brasileira pela mistura da objetividade do cientificismo com os mais profundos sentimentos do ser humano. Certamente A Última Quimera vale a pela ser lido por aqueles que queiram admirar-se com a nossa literatura e com a vida de um dos nossos poetas mais importantes do início do século XX.
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