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12 de maio de 2016

Não pense simplistamente


Moro em uma cidade do interior de São Paulo, localizada no Vale do Paraíba, uma região próspera por ficar no eixo São Paulo-Rio. Contudo, o índice de violência aqui é preocupante uma vez que estamos passando por uma onda de assaltos. Levando em conta a minha breve existência, e a minha mais breve ainda consciência quanto aos acontecimentos referentes a cidade, posso ressaltar que não é novidade os assaltos onde moro. Certamente essa realidade se assemelha a diversas cidades do Brasil afora. Esse fato nos faz questionar sobre modos de reduzir a violência, até mesmo evitá-las. Respostas imediatas levam em consideração a atuação de fatores externos, como a polícia, secretários, vereadores, prefeito etc. Respostas simplistas abrem brecha para disseminar discurso de ódio respaldado em "a opinião é minha e pronto". O que quero frisar aqui é que para amenizar a violência é necessário a entendermos primeiro, com isso quero dizer que precisamos conhecer o sistema afim de lutarmos contra ele. Muito se fala da superlotação das cadeias brasileiras, mas o que a população pede quando se está em uma onda de assaltos? Que os criminosos sejam presos, ora! E o que esse pensamento diz sobre a população? Que ela é alienada! Mesmo tendo uma ideia bem vaga de quão precária é a situação carcerária, ainda se quer que ela piore para que se tenha a ilusão de estar seguro. Já está  mais que na hora de pessoas que espalham que "bandido bom é bandido morto", "tem que ir pra cadeia mesmo pra aprender" saberem que o sistema prisional brasileiro está um descaso e que enquanto assim continuar, todas as medidas que tomarem pra tentar amenizar a violência serão APENAS paliativas, ou seja, todo bendito ano os dados da violência irão se repetir e repetir sucessivamente.  


Vários fatores culminaram para que chegássemos a um precário sistema prisional. Entretanto, o abandono, a falta de investimento e o descaso do poder público ao longo dos anos vieram por agravar ainda mais o caos chamado sistema prisional brasileiro. 


No Brasil, a situação do sistema carcerário é tão precária que no Estado do Espírito Santo chegaram a ser utilizados contêineres como celas, tendo em vista a superpopulação do presídio. Tal fato ocorreu no município de Serra, Região Metropolitana de Vitória. A unidade prisional tinha capacidade para abrigar 144 presos, mas encontrava-se com 306 presos. Sem dúvida, os direitos e garantias individuais que o preso possui não foram respeitados. Dessa forma, os presos são literalmente tratados como objetos imprestáveis que jogamos em depósitos, isto é, em contêineres. Afinal, para parte de uma sociedade alienada, o preso não passa de "lixo humano".

A superlotação e suas nefastas consequências encontram-se visíveis a todos da sociedade, não sendo preciso ser um expert em sistema prisional para concluir o evidente déficit de vagas existentes nos estabelecimentos penais. A título de exemplo podemos destacar os dados fornecidos pelo Departamento Penitenciário Nacional, que indicam um déficit de mais de 180.000 vagas em todo o País. São quase 500 mil presos no país, em um sistema prisional que só tem capacidade para 260 mil detentos

Mais em: http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-jurisprudencia/59/artigo213019-1.asp 

16 de março de 2016

O que se pode fazer nas férias

As férias que tanto almejei chegaram! E agora, o que fazer?

Essa foi uma das questões que assolou minha alma na segunda metade de Dezembro de 2015. Depois de ter um ano de muitas mudanças, muitos aprendizados, algumas reviravoltas e uma pitada de desespero acompanhado de agonia, o que eu iria fazer nos 2 meses seguintes? A priori tudo o que queria era descansar, sair totalmente daquela rotina maluca em que estava e apenas dormir.

Feito isso, colocar em prática alguns projetos era a segunda coisa  a fazer, desse modo, o projeto alimentação saudável sem carne foi se concretizando, aos poucos fui tirando a carne de minha alimentação e não como carne vermelha nem branca desde o dia 4 de Janeiro de 2016, ou seja, hoje faz 73 DIAS QUE EU NÃO COMO CARNE!!!! Ainda vou escrever aqui sobre como está sendo minha transição ao vegetarismo: desafios e benefícios.

Outra atividade proveitosa de minhas férias foi assistir séries. Comecei pelo mundo agitado e conturbado de THE L WORD, passando pela fantástica e surpreendente série francesa LES REVENANTS, acompanhando a Bolívia sendo dominado pela filosofia "Plata o Plomo" de Pablo Escobar em NARCOS e agora estou desvendado a trama e aprendendo HOW TO GET AWAY WITH MURDER.

E quanto aos filmes? Assisti muitos, alguns nem lembro o nome, mas os principais foram 2001 UMA ODISSEIA NO ESPAÇO, GAROTA DINAMARQUESA, O ILUMINADO, O TURISTA.

Contudo, nessas férias não me dediquei muito a uma das minhas atividades prediletas que é a leitura de livros. Apenas li O NATAL DE POIROT, RELIGIÃO PARA ATEUS e O TORREÃO. No momento estou a me deleitar com o livro O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM A SUA VIDA? que é um apanhado de palestras, ensinamentos de Krishnamurti.

A minha diversão não adveio somente de ficar em casa, também sai com meus amigos, fomos a barzinhos, diversas vezes ao shopping bater papo, ao divertido e conflituoso carnaval de São Luís do Paraitinga, baile a fantasia e minhas férias terminaram com chave de ouro:
SHOW DA ANITTA!!!!!!!!!!!!!!!





11 de maio de 2014

#SomosTodosMacacos?


"Na hora chamar o Richarlysson de "viado" ninguém liga e acha graça, mas quando chamam o Daniel Alves de "macaco" todo mundo se dói. Preconceito é preconceito de qualquer jeito, quero ver usarem a hashtag #SomosTodosViados porque ser macaco é fácil...”  Gretchen