31 de dezembro de 2012

Não entre em Pânico

A poucos dias terminei de ler o último livro deste ano. O Guia do Mochileiro das Galáxias já estava há alguns meses na minha gaveta esperando para ser lido e finalmente nas férias pude entender o que o resumo que li do livro a algum tempo queria dizer.
Com uma linguagem extremamente agradável e interessante o livro nos convida a viajar pelo universo depois que o planeta Terra foi destruído por alienígenas. Este é um daqueles livros que não conseguimos parar de ler e quando vemos já está acabando. Ainda bem que é uma trilogia de cinco livros e podemos acompanhar as aventuras espacias junto de Arthur Dent e  Ford Prefect com a companhia de vários amigos que fazem durante as viagens intergaláticas. 

Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

A frase acima retirei da contracapa do primeiro livro da série.

Fiz algumas buscas na internet e descobri que há um filme do primeiro livro da série e também achei uma série de TV que em contrapartida do filme, foi feita quase minuciosamente como o livro. 

O vídeo acima é uma parte do filme que mostra quando depois de um míssil ser transformado em baleia, esta tenta se dar conta de sua existência em seus poucos minutos de vida por estar caindo em direção ao chão.

Filme Completo

Abaixo todos os 6 episódios da Série

Episódio 1


Episódio 2


Episódio 3


Episódio 4



Episódio 5


Episódio 6


Litoral

Voltei sexta de uma viagem rápida, porém proveitosa à cidade de Ubatuba. Esta foi a primeira vez que fui à praia e a sensação de ver o mar pela primeira vez é realmente fascinante. Somos tão insignificantes comparados a toda aquela imensidão diante dos nossos olhos, imagina então comparado ao universo?


A atmosfera de uma cidade praiana é completamente diferente de um cotidiano urbano. Tudo tende a ser o mais simples possível, sem a eterna preocupação de querer estar bem vestido e arrumado. Roupas mais leves e soltas são usadas mesmo quando o sol não está presente e isto torna o ambiente agradável e mais descontraído.

Esta foto panorâmica tirei no interior da Igreja Matriz de Ubatuba.

Frente da Igreja Matriz.

Um detalhe importantíssimo que aprendi nesta viagem é que não devemos entrar no mar com roupa nova, além de estragar pode ser que um odor desagradável fique em suas vestimentas e você terá de desfazer destas. Felizmente eu não precisei desfazer-me do short nem da blusa que entrei no mar, mas lembre-se de não entrar com roupa nova!

Meu sobrinho ficou com medo quando viu o mar pela primeira vez, mas quando entramos na água ele não queria mais sair...
Nesta foto estávamos esperando as ondas virem...

Este é o meu sobrinho na praia Perequê Açu.

Detalhe para a areia que não queria sair de mim e para a tiara colorida da personagem Valéria da novela Carrossel.

E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Eu acho que este trecho da música Vento no Litoral é bastante pertinente perante todos os acontecimentos da vida de minha irmã.




Este pequeno vídeo fiz na praia do Perequê-Açu.


12 de dezembro de 2012

Nem vós sem mim, nem eu sem vós

Ainda hoje uma lenda celta datada no século IX emociona aos seus leitores pelas aventuras e desventuras de dois jovens apaixonados.


Este mito foi retratado de diversas maneiras ao decorrer dos séculos, portanto há versões diferentes do romance e como tudo aconteceu. Essas versões podem ser claramente vistas ao lermos diferentes fontes sobre o enredo desta lenda. No livro acima há um enredo e no filme mais recente sobre os amantes há outro, mas ambos tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras do jovem casal.

Capa do filme mais recente


As principais divergências entre os enredos listarei abaixo:

Filme: Os pais de Tristão foram mortos em um ataque a aldeia e o menino presenciou a cena.
Livro: O pai de Tristão foi morto em uma cilada feita pelo seu inimigo mortal, o duque de Morgan, quando Tristão tinha 15 anos. E sua mãe faleceu no parto.

F: Tristão ficou aos cuidados de seu tio Lord Marke.
L: Tristão ficou aos cuidados de seu pai, o rei Rivalino, e com sete anos feitos confiou-o a um sábio escudeiro chamado Gorvenal, que se encarregou de sua educação.

No livro Tristão acompanhado de seu escudeiro permanece na corte do rei Marcos, sem revelar a este que era seu sobrinho. A revelação acontece quando Tristão envenenado pela lança de Morholt decide partir à beira mar.

F: Tristão matou Morholt quando este atacou a sua aldeia para tentar dominá-la cobrar um tributo imposto quando Cornualha perdeu uma guerra contra os irlandeses,
L: Tristão matou Morholt em um duelo. Este duelo aconteceu devido a um tributo que fora imposto a Cornualha cerca de um século antes, no decurso de uma guera infeliz. Em virtude deste tratado, os irlandeses podiam cobrar à Cornualha no primeiro ano trezentas libras de cobre, no segundo trezentas libras de prata, no terceiro trezentas libras de outro, mas no quarto ano levavam trezentos rapazes e trezentas moças com idade de quinze anos, tirados à sorte entre as famílias de Cornualha.
No livro Tristão e Morholt duelaram-se a sós em uma ilha, enquanto no filme ocorreu na floresta.

F: Morholt era um guerreiro irlandês.
L: Morholt  era irmão da rainha da Irlanda e foi ela quem fez o veneno que havia em sua espada e que envenenou Tristão.

F: Tristão imediatamente após ser envenenado é coloca em um barco e solto ao mar.
L: Tristão depois de vários médicos terem o examinado e  nenhum ter curado a sua chaga,  percebeu a condição a qual estava (sua feria estava fétida) e  pediu para transportarem-no para uma cabana. Mas lembrando-se dos contos antigos , populares entre os celtas decidiu partir além-mar para costas desconhecidas. Na barca só tinha ao alcance da mão alguns alimentos e sua boa harpa.

F: Tristão foi achado na beira da praia por Isolda.
L: Tristão estava tocando sua harpa e ao ouvir o barulho do instrumento, pescadores aproximaram-se e descobriram o ferido. E então ele foi conduzido pelos pescadores até o palácio do rei.

F: Tristão é curado por Isolda.
L: Tristão é curado pela mãe de Isolda que era uma hábil feiticeira e também se chamava Isolda.

F: Tristão e Isolda aparentam a mesma idade.
L: Quando Tristão foi curado pela rainha, Isolda então tinha 12 anos e Tristão era mais velho. A bela criança cumpriu de boa vontade todos os deveres da hospitalidade em relação ao hábil menestrel que o rei Gormond recolhera sob o seu teto. Fazia companhia ao hóspede de seu pai durante todo o dia, pensava-lhe a ferida e aplicava-lhe os remédios prescritos pela rainha. Tãotris, em troca, tocava para distraí-la lais bretões[...] Melhor ainda, ensinava-lhe a arte de tocar os instrumentos e de cantar com esmero.

Tãotris: Tristão disse que seu nome era este por ter matado Morholt, que era um dos guerreiros mais temíveis da Irlanda.

F: Tristão é avisado por Isolda que seu pai está procurando o matador de Morholt.
L: Com a chaga, Tristão ficou irreconhecível e quando percebeu que suas feições estavam voltando ao normal subiu a bordo de um navio mercante e fugiu da Irlanda.

F: O tio de Tristão decide se casar com Isolda para fazer uma aliança com a Irlanda.
L: O tio de Tristão decide se casar com Isolda, após a pressão feita pelos barões com ele, dizendo que deveria esposar-se. Marcos escolheu Isolda para casar-se através de um presságio. 

F: Tristão conquista a mão de Isolda em casamento para o seu tio em um torneio. Sem saber que Isolda era filha do rei. Quando Isolda curou Tristão disse a ele que seu nome era Brangia (na verdade este é o nome de sua criada).
L: Depois do rei ter tido o presságio, Tristão é enviado a Irlanda para conquistar a mão de Isolda para o seu tio, o rei de Cornualha.

F: Após ter conquistado a mão de Isolda em um torneio, traze-a para Cornualha.
L: Após ter matado um dragão que fazia grandes devastações nas ruas de Weisefort, Tristão se fere e é levado novamente ao castelo e é curado pela rainha. Isolda descobre através da espada de Tristão que fora ele que matara seu tio. Tenta matá-lo, mas decide não faze-lo por ele ser a única esperança de ela não ser forçada a casar-se com um farsante que dizia ter matado o dragão. O rei da Irlanda, pai de Isolda concede a mão da filha ao rei Marcos e então a jovem é levada a Cornualha.

F: Tristão e Isolda se apaixonam desde o primeiro momento.
L: Tristão foi confiado pelo rei para levar Isolda para Cornualha. Ao saber que não se casaria com Tristão e sim com o tio dele, Isolda não participava nos preparativos da viagem da longa travessia: triste e silenciosa, recusava qualquer conversa com Tristão, por quem se julgava ofendida e desprezada.

No livro, vendo que Isolda estava insatisfeita em se casar com Marcos sua mãe preparou uma poção poderosa, que era um filtro de amor capaz de fazer nascer a paixão no homem e na mulher que o bebessem. Aquele e aquela que partilhassem essa poção deveriam amar-se todas as suas forças durante um período de 3 anos, a tal ponto que não poderiam suportar estar afastados um do outro mais de um dia sem sofrer gravemente e mais de uma semana sem se arriscarem a morrer. Esta poção era pra ser dada a Isolda e Marcos na noite de núpcias, mas por "engano" a criada Brangia deu a Isolda e Tristão quando estavam na nau a caminho de Cornualha.

F: A noite de núpcias foi entre os casados.
L: Na noite de núpcias, Isolda pediu a Brangia, que ainda era virgem para tomar em segredo e em silêncio o seu lugar no leito do rei na noite de núpcias.

No livro Isolda e Brangia tem a mesma idade e aparente forma física.

F: O rei Marcos viu os dois jovens e é dada a traição.
L: O rei Marcos é muitas vezes feito a acreditar na traição, mas sempre que tenta pegá-los em flagrante é levado a acreditar na inocência dos dois jovens

F: Tristão é ferido quando ajuda seu tio contra os irlandeses e Isolda após a morte do amante desaparece e ninguém sabe o seu paradeiro.
L: Tristão casa-se com Isolda das mãos brancas, não consumindo este casamento. Quando está prestes morrer por uma infecção causada por uma seta envenenada, Tristão manda uma mensagem, implorando que Isolda da Irlanda viesse até ele, e ordena que, no retorno do barco, deveriam estender velas brancas se a trouxessem e negras se ela não viesse. Quando as velas brancas são vistas se aproximando, sua esposa Isolda diz que elas são negras. Angustiado Tristão morre, e Isolda chega, para morrer ao lado dele.

Como podemos perceber acima, o livro contém mais detalhes sobre o enredo e é até mais interessante do que o filme. Se você gostou de saber um pouquinho sobre as aventuras e desventuras deste jovem casal indico a você a leitura do livro.                                   E que tenha uma boa leitura!

Créditos: 


Por que a comunicação é tão difícil?


Neste vídeo, o querido psicanalista Flávio Gikovate explica por quê é tão difícil haver comunicação. O falar e o ouvir aprendemos desde pequenos, mas será que ao decorrer dos anos realmente sabemos falar e principalmente ouvir? 
Sempre haverá incoincidências na maneira que ouvimos e como falamos, por isso devemos ser cautelosos. Esta cautela deve ser tida também em relacionamentos, os quais muitas das conversas (ou até mesmo discussões) se compõem num bate e volta, como se fosse um jogo de pingue pongue. Os diálogos construtivas estão sendo substituídos cada vez mais tendo a tendência de conhecermos somente superficialmente as pessoas.

8 de dezembro de 2012

Primeiro Aninho!!!

Fez-se um 1 ano desde que eu e o Jonathan decidimos deixar aqui as nossas lembranças mais loucas e tudo o que nos veio ao momento. 

É uma grande honra poder compartilhar todos as minhas ideias e doideiras com o queridíssimo Jonathan!!!!

Quantas coisas se passaram neste ano, hein? 
E muitas delas podemos rever e rir por aqui.
O tempo que dedicamos a aqui escrever sobre nossas peripécias cotidianas e outras coisas mais...foi pouco comparado a tudo o que vivemos. 

Este ano decidimos resolver nossas vidas lá fora, enfrentar as pessoas e enfrentar a nós mesmos. 

Quanta coisa há aqui...quantas partes de mim estão aqui. 

Quantas partes de nós estão aqui, não é Jonathan? e principalmente as nossas melhores partes estão presentes aqui também: os nosso amigos.


FIM DE ANO



FIM DE ANO

       Falta pouco para o final do ano...
A cidade já está toda enfeitada
O branco está predominando nas lojas
O cheiro de fim de ano chegou
Os calendários de 2013 já estão sendo entregues
As aulas estão no fim
E posso dizer: Gloria à Deus! Eu venci!
Venci um mundo de ódio e dor
365 dias, 8760 horas, 525600 minutos e 31536000 segundos...
Foram momentos de Alegria e Tristeza
Momento de paz e tribulação
Mas o melhor de tudo é estar na presença de Deus...
Nesse ano Deus me ajudou muito, tudo o que pedi, Ele me deu, e não me deu faltando, me deu à mais...
Nesse ano fui chamado para participar do grupo de louvor da minha congregação;
Nesse ano me afirmei mais na Igreja, agora vou quase todos os dias...
Nesse ano, me afirmei mais no grupo Unaje e fiz mais amigos (pessoas que eu não imaginava que iam se tornar mus amigos);
Nesse ano, me apaixonei, é isso mesmo, me apaixonei por uma menina, a confusão veio em minha cabeça de uma forma surpreendente, mas até hoje, tento ligar os pontos;
Mas o melhor de tudo, nesse ano aprendi a valorizar as amizades, principalmente na Igreja, tinha pessoas ao meu redor que queriam se tornar meus amigos e eu não via isso;
Muitas coisas boas aconteceram, foi muito bom... O ano voou, parece que ontem mesmo eu estava falando sobre os 3 dias de congresso do grupo Unaje (que aconteceu em julho) e hoje já estamos no fim do ano.
Obrigado Deus por mais um ano, obrigado pelas bênçãos, obrigado pelos “puxões de orelha”, obrigado por ter me livrado de tudo... Obrigado 2012 por ser um motivo de alegria!

20 de novembro de 2012

A cidade e as serras







Gênero: romance realista português – fase do Realismo fantasista

Estrutura: livro dividido em duas partes – 16 capítulos desiguais

Foco narrativo: primeira pessoa – narrador testemunha (deuteregonista) 
  
Tempo: de 1820 até 1894 – divisão em blocos bem definidos.

Espaço: considerado “romance de espaço” – o espaço influencia da psicologia das personagens.

Linguagem:  Parte I - poder de ironia e talento caricatural,
                           Parte II – carga de lirismo com descrições impressionistas.

Personagens:  esféricos / planos / caricaturais:

         JACINTO – O protagonista, português residente em Paris, entusiasta da vida urbana, das inovações tecnológicas e da ciência; características que vão se alterar drasticamente durante a história. 

JOSÉ FERNANDES – Narrador-personagem amigo de Jacinto desde os tempos de estudante, quando os dois moravam em Paris. 

JACINTO GALIÃO – Também chamado dom Galião. Avô de Jacinto.

CINTINHO – Pai de Jacinto, homem de saúde frágil e temperamento sombrio. 

GRILO – O mais antigo criado de Jacinto, negro que desde a infância acompanha o patrão. Havia sido levado a Paris por dom Galião. 
JOANINHA – Prima de Zé Fernandes, camponesa portuguesa saudável e rústica.    

         Enredo: a trajetória de Jacinto do progresso da civilização à simplicidade     do campo.

        
           Em “A cidade e as serras”, José Fernandesnarra a história do amigo e protagonista, o entediado Jacinto de Tormes. Primeiramente, Zé Fernandes explica como conheceu Jacinto e criou por ele uma amizade fraternal em Paris.
    Jacinto morava no 202 dos Champs-Elysées, onde nascera, e vivia rodeado de todo conforto. A saída de sua família de Portugal para a França, ou melhor, de Tormes para Paris, foi causada pela vontade do seu avô, Jacinto Galião, que acabaria morrendo de indigestão. O filho Cintinho, ou o Sombra, une-se, tempos depois, com Teresinha Velho, vindo a ser pai do Jacinto em questão, o de Tormes, que nascera três meses depois da morte do pai provocada pela tuberculose.
    Fidalgo, inteligente e rico, Jacinto de Tormes detestava o campo. Colecionador de livros, onde conseguia todo o conhecimento filosófico de que necessitava, Jacinto acreditava que “o homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado". Já o narrador José Fernandes era o oposto do que Jacinto acreditava.
            O hiper-civilizado Jacinto, repleto de um tédio irremediável, cansado da sua vida civilizada, com idéias determinadas pela moda filosófica e científica circulante em Paris, conta a Zé Fernandes sua decisão de partir para Portugal a fim de reconstruir sua casa em Tormes, levando para lá todos os confortos encontrados no Champs-Elysées.
      Em companhia de Zé Fernandes, lá vai Jacinto  de volta à província natal de sua família, no Minho. No entanto, o criado Grilo atrapalhou-se com a bagagem e remeteu-a para Alba de Tormes, na Espanha, fazendo com que Jacinto chegasse à sua terra só com a roupa do corpo.
           Começa, então, o contato de Jacinto com a natureza pela qual se deixa contagiar lentamente, renovando-se, primeiro liricamente e, depois, intelectualmente, quando passa a aplicar seus conhecimentos científicos ao campo.
          A neurose da civilização vai se dissipando, já que não condiz mais com o íntimo de seu caráter. Então, Jacinto conhece o amor por meio de Joaninha, prima de Zé Fernandes, simples, pura, o que lhe vai completando a felicidade e cativa-lhe um afeto sincero, anteriormente perdido. Com as reformas sociais e tecnológicas que vai introduzindo no campo, a produtividade cresce, enquanto Jacinto encontra seu caminho: um casamento feliz num cotidiano campestre e uma “áurea mediocritas” que faz com que o “Príncipe da Grã-Ventura” abandone, definitivamente, a mentalidade progressista e artificial parisiense em favor de uma vida em uma província simples lusitana onde encontra, finalmente, a paz e o encanto antes perdidos, ou melhor, a “Suma Felicidade”.




Questões

     

        (PUC) O romance A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, publicado em 1901, é desenvolvimento de um conto chamado “Civilização”. Do romance como um todo pode afirmar-se que:
     
      Apresenta uma personagem que detesta inicialmente a vida do campo, aderindo ao desenvolvimento tecnológico da cidade, mas que ao final regressa à vida campesina e a transforma com a aplicação de seus conhecimentos técnicos e científicos.

       Comentário: A obra A Cidade e as Serras relata as transformações na maneira de o protagonista Jacinto encarar o mundo. Inicialmente ele se encontra inserido na modernidade, vivendo em Paris, entusiasta das novidades tecnológicas. Depois de uma crise de “fartura”, muito deprimido, reencontra o prazer de viver nas serras de Tormes, em uma vida simples que anteriormente criticava.
Essa nova fase conscientiza o protagonista dos problemas sociais, levando-o a procurar conciliar os avanços tecnológicos com o modo de vida local.

    Comentário: Em A Cidade e as Serras, o narrador conta a vida de seu amigo, Jacinto, defensor da vida urbana hipercivilizada, repleta de tecnologia e artificialismos. Inicialmente, Jacinto acreditava que "o homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado", porém ao partir para o campo, Tormes, cidade fictícia, em Portugal, ele recupera suas origens, torna-se mais compreensivo com o que antes rejeitava e integra-se à vida rural, trabalhando nos campos elevando para a vida campesina o que a sociedade urbana e a tecnologia ofereciam de melhor.

      PUC 2007 - Eça de Queirós escreveu em 1901 o romance “A Cidade e as Serras”. A primeira parte da narrativa acontece em Paris; a segunda, em Tormes, Portugal. Nessa obra, Eça se afasta do romance experimental naturalista; abandona, então, no dizer de Antônio Cândido, a crítica ao clero, à burguesia e à nobreza e dá apoio às novas camadas suscitadas pela indústria e vida moderna. Está mais próximo das estruturas portuguesas que tanto criticara. Assim, desse romance como um todo, não é correto afirmar que

   a) desde o início, o narrador apresenta um ponto de vista firme, depreciando a civilização da cidade.
b) o personagem José Fernandes (Zé) relata a história do protagonista Jacinto de Tormes, valendo-se de sua própria experiência para indicar-lhe um caminho.
c) Jacinto sofre uma regeneração em contato estreito com a natureza, numa atitude de encantamento e lirismo e integra-se, por fim, na vida produtiva do campo.
d) o personagem protagonista se transforma, mas sente-se incompleto porque não consegue o amor de uma mulher e nem tem a possibilidade da constituição de um lar.
e) o protagonista, supercivilizado, detestava a vida do campo e amontoara em seu palácio, em Paris, os aparelhos tecnicamente mais sofisticados da época.

       UFRS  - Considere o enunciado abaixo e as três possibilidades para completá-lo.
Em “A Cidade e as Serras,” de Eça de Queirós, através das personagens Zé Fernandes e Jacinto de Tormes, que vivem uma vida sofisticada na Paris finissecular, percebe-se

   I – uma visão irônica da modernidade e do progresso através de descrições de inventos reais e fictícios.
II – uma consciência dos conflitos que a vida moderna traz ao indivíduo que vive nas grandes cidades.
III – uma mudança progressiva quanto ao modo de valorizar a vida junto à natureza e os benefícios dela decorrentes.

     Quais estão corretas?

     a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.



Créditos




Revisão Fuvest 



14 de novembro de 2012

A Lista



Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

Indo-Europeus


Chamamos de indo-europeus todos os países e culturas nos quais são faladas as línguas indo-europeias que são as línguas europeias, maioria das línguas indianas e iranianas, com exceção das línguas fino-úgrias (Iapão, finlandês, estoniano e húngaro), além das línguas faladas nos países Bascos.


Os indo-europeus mesclaram-se às culturas pré-indo-europeias, sendo que a religião e a língua foram os elementos predominantes nesta fusão. Não são apenas as línguas que se parecem, os pensamentos também são aparentados. Por esta razão é que em geral falam de um círculo cultural indo-europeu.


As religiões eram  politeístas e haviam  nítidas afinidades entre alguns mitos, evidentemente que cada um se desenvolve em cenários diferentes. Mas muito desses mitos possuem um núcleo que aponta para uma origem comum. Um desses núcleo pode ser constatado de forma evidente nos mitos das poções da imortalidade e na luta contra os monstros do caos.

As mitologias nórdica e oriental apresentam características semelhantes devido a pertencerem ao mesmo círculo cultural indo-europeu. Para conhecer como essas mitologias descreveram a origem da vida: Mitologia Nórdica e Mitologia Oriental.

Uma das formas de pensar que abrangia estas mitologias é o mundo ser um imenso palco, no qual se desenrola o drama da luta incessante entre as forças do bem e do mal.

As mitologias grega, indiana e nórdica apresentam princípio claros de um tipo de observação filosófica ou "especulação do mundo".
Eles tentavam "entender" o desenrolas da história do mundo. Prova disto é que podemos encontrar em todo o espaço cultural indo-europeu uma palavra determinada que em cada cultura significa "compreensão" e "conhecimento".

Sânscrito: vidya
Grego: idé
Latim: video
Inglês: wise e wisden
Alemão: Weise (sábio) e Wissen ("saber", "conhecimento")
Norueguês: vitem

A palavra norueguesa vitem tem portanto a mesma raiz da palavra indiana vidya, da grega idé e da latina video.

De um modo muito geral, podemos dizer que a visão era o principal sentido para os indo-europeus. Entre os indianos e gregos, iranianos e germânicos, a literatura era marcada por grande visões cósmicas. Faziam representação dos deuses e mitos em quadros e esculturas.


Hemafrodito, filho de hermes e Afrodite, em obra de Bernini.

Por fim, os indo-europeus tinham uma visão cíclica da história, Não há, portanto, um verdadeiro começo para a histórias, assim como não haverá um fim. O que encontramos frequentemente são referências a mundos que surgem e desaparecem, numa alternância infinita entre nascimento e morte.

As duas grandes religiões orientais - Hinduísmo e Budismo - são de origem indo européia. Há muitos evidentes paralelos entre essas duas religiões e a filosofia grega. Estas ainda hoje são fortemente marcadas pela reflexão filosófica.
No Hinduísmo e no Budismo, o elemento divino está presente em tudo (panteísmo) e o homem se sentirá parte deste todo através da meditação e do profundo mergulho dentro de si mesmo.
No hinduísmo o objetivo de cada devoto é de um dia conseguir libertar sua alma do processo de transmigração da alma.

O Hinduísmo defende a crença na transmigração das almas. A alma depois de morta passa a uma forma de vida superior ou inferior, segundo o comportamento da pessoa durante a sua existência. As reencarnações da alma, ou metempsicose, terminam quando se alcança uma forma de vida tão elevada que se chega já ao estado de união com a alma universal (Brama). As ideias de metempsicose influenciaram algumas teorias filosóficas gregas  (Pitágoras, Platão).

Como consequência da crença na transmigração das almas, o hinduísmo tem um sistema de castas que classifica os homens em estritos agrupamentos de categorias. O prêmio e o castigo para as boas e más ações implicam que a pessoa renasça numa existência melhor ou pior, no caminho em direção à fusão com Brama. O respeito pela vida em todas as suas formas reside na crença de que mesmo o bicho menor pode ter sido um homem.

Filosofia 





31 de outubro de 2012

A mercê

Não somos imunes as coisas corriqueiras da vida, ou seja, não estamos livres de problemas. Eu tenho, você tem, ele tem problemas. Mas afinal, por que temos problemas?
Vemos diariamente nos meios de comunicação a harmonia que há, por exemplo em uma família de comercial de margarina. Perceba, todos estão com roupas claras, sorrisos e gestos carinhosos uns com os outros. Mas será esta uma família perfeita? Quem inventou a perfeição?
Eu não estou imune de erros, e erro constantemente. Sabe aquele complexo expectativa x realidade? Eu tenho a todo momento, imagino tendo uma eloquência incrível e persuadindo as pessoas achando que elas melhorarão com o que eu digo.
Estou tão confusa no momento pelo qual uma reação em cadeia acontece na minha família. Será que o que tenho é mesmo rancor no coração? De onde viria esse rancor?
Ou será que quero novamente implantar uma realidade que para outros não é a mesma?
Sei o que Nietzsche escreveu, concordo com esta afirmação. Mas nem todos sabem e não desejam saber. Velho ditado que diz "fala o que não deve, escuta o que não quer". E o amor onde entra em tudo isso? 
Já dizia Hegel, "Nada do que é real é racional". O amor é um sentimento que não podemos explicar e pelo fato de não haver explicação racional não é real, seguindo os pensamentos de Hegel. E quando amamos, amamos porque achamos bonito ou achamos bonito porque amamos? A aparência de certa maneira está ligada ao amor, ao amor que tanto lutaram para exercê-lo como hoje acontece. Acredito em Gikovate, devemos escolher nossos parceiros amorosos por afinidades intelectuais. Conhecer uma pessoa aqui e ali conheceremos sempre. Acharemos ser uma dessas pessoas a tão considerado "amor de uma vida". Como podemos afirmar que uma pessoa que conhecemos pode ser considerado o "amor de uma vida"? 
Não é pessimismo, instinto trágico ou qualquer outro tipo de coisa, somente percebo como  um casamento as pressas ou decidido momentaneamente pode acabar. Se um dia quiser se casar por amor, não se case. O amor acaba e você fica sofrendo por não querer admitir isso. Só peço um pouco de sabedoria, discernimento e experiência adquirirei com o tempo.   O que me move hoje para mais perto da filosofia é o fato de compreender o que foi, o que é e tentar desvendar o que será. E principalmente entender a filosofia humana. 

25 de outubro de 2012

Dias da Semana




Café Filosófico 25/12/2012



Nunca diga te amo se não te interessa. 
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem. 
Nunca toque numa vida se não pretende romper um coração. 
Nunca olhe nos olhos de alguém se não quiser vê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti.
A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você quando você não pretende fazer o mesmo. 

Mário Quintana —