16 de julho de 2016
Sobre a influência dos livros na nossa vida
Enquanto eu não ler Grande sertão: Veredas, eu não vou ser uma pessoa completa.
Presenciamos um holocausto sim!
O quanto nós brasileiros conhecemos do nosso país?
Ouso responder essa pergunta com uma palavra: pouco.
Em entrevista à UNIVESP TV, a autora relata sua experiência de escrever um livro sobre um dos capítulos mais cruéis de nossa história.
Ouso responder essa pergunta com uma palavra: pouco.
Infelizmente a nossa síndrome de cachorro vira-lata nos faz dar mais valor a tudo o que é criado fora do Brasil. Ainda temos desconfiança da qualidade dos nossos filmes, os quais a maioria só assistiu os que a Globo produziu, ainda temos desesperança de que possamos ter um país desenvolvido, ainda culpamos o outro de corrupto mas não refletimos sobre quais atitudes corruptas também fazemos, ainda aspiramos mudar para um país em que tudo funcione com a ideia de que vamos "funcionar" também.
Um dos maiores descasos que possamos ter é o descaso com a nossa história. Isso faz com que tragédias sejam esquecidas e uma delas foi durante muito tempo velada, a do hospício Colônia, localizado na cidade de Barbacena em Minas Gerais. Cerca de 60 mil pessoas foram mortas nesse local.
60 MIL PESSOAS FORAM MORTAS por serem marginalizadas pela sociedade, por não serem de acordo com o padrão, umas por apresentarem doenças mentais, outras por não terem outro local para viverem.
Ao se deparar com as fotografias acima, a jornalista Daniela Arbex ficou completada impactada. Todas elas foram tiradas em 1961 pelo fotógrafo Luiz Alfredo e retratam a realidade do hospício Colônia naquele período. As imagens, que ao primeiro momento se assemelham as de campos de concentração nazista, ainda são desconhecidas por grande parte de nossa população.
Para resgatar e compreender a história de vida dos internos e protagonistas das fotografias, a jornalista Daniela escreveu o livro Holocausto Brasileiro.
Em entrevista à UNIVESP TV, a autora relata sua experiência de escrever um livro sobre um dos capítulos mais cruéis de nossa história.
11 de junho de 2016
Uma quase resenha crítica
Escrever sobre A gosto, é escrever sobre o desenrolar das nossas relações com as pessoas ao nosso redor. Quantas tramas não vivemos por trás do maçante cotidiano? Dúvidas advindas do parceiro(a) amoroso(a) que dividimos nossa vida durante anos e nos vemos insatisfeitos(as), dúvidas dos conselhos dados por amigos mas que mais parecem servirem para eles mesmos, dúvidas quanto o que desejamos ser e o que os outros querem que sejamos, tantas dúvidas e poucas certezas.
Em meio a esse tumulto interno e externo, se está o enredo de A gosto. O rompimento de uma relação é o estopim da trama, e o espectador fica a par de como as duas pessoas lidam com o término e dão rumo a suas vidas entre os julgamentos dos amigos e o eterno conflito da expectativa x realidade. Tudo isso envolto de declamações de textos de Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Cora Coralina, entre outros grandes da literatura.
15 de maio de 2016
Sobre mudanças
"Não deixe o curso te definir."
"Tenha coragem de ser quem você é."
"Não tem problema experimentar."
"A gente não é unilateral, a gente é uma caixinha que transborda."
12 de maio de 2016
Não pense simplistamente
Moro em uma cidade do interior de São Paulo, localizada no Vale do Paraíba, uma região próspera por ficar no eixo São Paulo-Rio. Contudo, o índice de violência aqui é preocupante uma vez que estamos passando por uma onda de assaltos. Levando em conta a minha breve existência, e a minha mais breve ainda consciência quanto aos acontecimentos referentes a cidade, posso ressaltar que não é novidade os assaltos onde moro. Certamente essa realidade se assemelha a diversas cidades do Brasil afora. Esse fato nos faz questionar sobre modos de reduzir a violência, até mesmo evitá-las. Respostas imediatas levam em consideração a atuação de fatores externos, como a polícia, secretários, vereadores, prefeito etc. Respostas simplistas abrem brecha para disseminar discurso de ódio respaldado em "a opinião é minha e pronto". O que quero frisar aqui é que para amenizar a violência é necessário a entendermos primeiro, com isso quero dizer que precisamos conhecer o sistema afim de lutarmos contra ele. Muito se fala da superlotação das cadeias brasileiras, mas o que a população pede quando se está em uma onda de assaltos? Que os criminosos sejam presos, ora! E o que esse pensamento diz sobre a população? Que ela é alienada! Mesmo tendo uma ideia bem vaga de quão precária é a situação carcerária, ainda se quer que ela piore para que se tenha a ilusão de estar seguro. Já está mais que na hora de pessoas que espalham que "bandido bom é bandido morto", "tem que ir pra cadeia mesmo pra aprender" saberem que o sistema prisional brasileiro está um descaso e que enquanto assim continuar, todas as medidas que tomarem pra tentar amenizar a violência serão APENAS paliativas, ou seja, todo bendito ano os dados da violência irão se repetir e repetir sucessivamente.
Vários fatores culminaram para que chegássemos a um precário sistema prisional. Entretanto, o abandono, a falta de investimento e o descaso do poder público ao longo dos anos vieram por agravar ainda mais o caos chamado sistema prisional brasileiro.
No Brasil, a situação do sistema carcerário é tão precária que no Estado do Espírito Santo chegaram a ser utilizados contêineres como celas, tendo em vista a superpopulação do presídio. Tal fato ocorreu no município de Serra, Região Metropolitana de Vitória. A unidade prisional tinha capacidade para abrigar 144 presos, mas encontrava-se com 306 presos. Sem dúvida, os direitos e garantias individuais que o preso possui não foram respeitados. Dessa forma, os presos são literalmente tratados como objetos imprestáveis que jogamos em depósitos, isto é, em contêineres. Afinal, para parte de uma sociedade alienada, o preso não passa de "lixo humano".
A superlotação e suas nefastas consequências encontram-se visíveis a todos da sociedade, não sendo preciso ser um expert em sistema prisional para concluir o evidente déficit de vagas existentes nos estabelecimentos penais. A título de exemplo podemos destacar os dados fornecidos pelo Departamento Penitenciário Nacional, que indicam um déficit de mais de 180.000 vagas em todo o País. São quase 500 mil presos no país, em um sistema prisional que só tem capacidade para 260 mil detentos
Mais em: http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-jurisprudencia/59/artigo213019-1.asp
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