É tão agradável começar bem um novo ciclo! Por mais que seja apenas uma formalidade, iniciar um ano também é iniciar novas metas, novos desafios, novas esperanças, novas expectativas, novas oportunidades, novas possibilidades. Há de se mudar gradualmente, pois não acredito em mudanças repentinas e pouco elaboradas. Como já bem escreveu Maquiavel, toda mudança acarreta outras mudanças, assim, é preciso gastar tempo com planejamento a fim de que o efeito dominó possibilite o maior número de mudanças positivas.
Na grande parte das vezes, sinto-me inspirada a escrever após assistir a um filme, uma série, um documentário ou algo do gênero. Também após ler um bom livro, uma reportagem ou algo do gênero. Hoje gostaria de mencionar um filme que me fez ter vontade de ser melhor, de começar um novo ciclo com coragem. Melhor impossível estreou no natal de 1997, não poderiam ter escolhido uma data mais adequada. O enredo gira em torno do escritor mal-humorado Melvin Udall que tinha uma vida bem regradinha até seu vizinho ser hospitalizado e sua garçonete preferida deixar de trabalhar por conta da saúde frágil do filho. Ter de cuidar do cachorrinho de seu vizinho foi a primeira mudança na rotina de Melvin, depois de algumas semanas já estava completamente familiarizado com o animal, para a surpresa de todos, inclusive dele mesmo. A segunda mudança provocou sentimentos novos em Melvin, cada vez mais sua vulnerabilidade se mostrava. Para o protagonista, todas essas mudanças tinham um fator agravante: ele é obsessivo-compulsivo. Quebrar sua rotina era algo fora de questão para Melvin, contudo, aos poucos, seu comportamento foi mudando. A grande questão desse post é: mudanças são necessárias.
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2 de janeiro de 2017
11 de dezembro de 2016
Libert
" A liberdade é um mito. Vivemos clamando por ela, mas raramente estamos dispostos a exercê-la. Estamos sempre dispostos a tolher nossa liberdade e criar dependência, seja em nome de ideologia, religião ou amor.”
Kieslowski sobre A Liberdade é Azul
27 de novembro de 2016
Por um mundo melhor
Estarrecedor!
Estarrecedor é um bom adjetivo para caracterizar, a nova série da Netflix, 3% e o filme Truman: o show da vida.
A série estreou na última sexta-feira, dia 25, e já ganhou um espaço de privilégio em meu coração e em minha mente. Distopias me encantam enormemente! O que seríamos de nós sem as distopias, utopias, alegorias?
Metaforizar o mundo é uma das mais sagazes maneiras de compreende-lo!
A arte imita a vida e a vida imita a arte. O real e o irreal se misturam, se entrelaçam, se emaranham, se definham um ao outro e o outro a si mesmo.
Impressões, pinceladas bruscas, pinceladas grossas, pinceladas suaves, pinceladas minhas registradas aqui estão. Deixo-me guiar pelos sentimentos, pela razão, pela sinestesia enérgica provocada por uma cena marcante, por um roteiro inebriante, por uma vida que se assemelha à vivida.
Um choro ao lado, latidos ao fundo. A dor que não dissipa. A volta para a realidade.
A distopia de 3% diz muito sobre questões atuais. Primeiramente, a meritocracia. Repetidas vezes, Ezequiel, o responsável pelo processo exprime sua máxima: "Você é o criador do seu próprio mérito". Conceito paradoxal e estimulante aos escolhidos, uma vez que para ser um deles é preciso não se importar com o restante da população por meio de uma filosofia que exclui aqueles não merecedores.
Truman escancara nossa curiosidade a vida alheia, mesmo quando em condições projetadas, onde as sombras predominam.
Ah! Se todos soubessem que são protagonistas de suas vidas e se criassem a si mesmos!
Estarrecedor é um bom adjetivo para caracterizar, a nova série da Netflix, 3% e o filme Truman: o show da vida.
A série estreou na última sexta-feira, dia 25, e já ganhou um espaço de privilégio em meu coração e em minha mente. Distopias me encantam enormemente! O que seríamos de nós sem as distopias, utopias, alegorias?
Metaforizar o mundo é uma das mais sagazes maneiras de compreende-lo!
A arte imita a vida e a vida imita a arte. O real e o irreal se misturam, se entrelaçam, se emaranham, se definham um ao outro e o outro a si mesmo.
Impressões, pinceladas bruscas, pinceladas grossas, pinceladas suaves, pinceladas minhas registradas aqui estão. Deixo-me guiar pelos sentimentos, pela razão, pela sinestesia enérgica provocada por uma cena marcante, por um roteiro inebriante, por uma vida que se assemelha à vivida.
Um choro ao lado, latidos ao fundo. A dor que não dissipa. A volta para a realidade.
A distopia de 3% diz muito sobre questões atuais. Primeiramente, a meritocracia. Repetidas vezes, Ezequiel, o responsável pelo processo exprime sua máxima: "Você é o criador do seu próprio mérito". Conceito paradoxal e estimulante aos escolhidos, uma vez que para ser um deles é preciso não se importar com o restante da população por meio de uma filosofia que exclui aqueles não merecedores.
Truman escancara nossa curiosidade a vida alheia, mesmo quando em condições projetadas, onde as sombras predominam.
Ah! Se todos soubessem que são protagonistas de suas vidas e se criassem a si mesmos!
12 de novembro de 2016
C'est la arte
Recentemente assisti a um vídeo, de um youtuber ímpar, no qual revivi diversos sentimentos acerca de minhas convicções. Um dos meus papéis de parede tem a seguinte citação inscrita: "A vida começa todos os dias" do grande escritor Érico Veríssimo. Tais palavras evidenciam que a cada dia temos a possibilidade de iniciar algo, continuar, parar, nos transformar.
A arte é, para mim, novas lentes, as quais por meio delas vivencio histórias fascinantes, conheço personagens inesquecíveis e tem o papel de questionar nossa realidade, nossas certezas e aguçar nossas dúvidas.
Queridos leitores, gostaria de indicar-lhes um filme, Os Intocáveis. Tirei como lição a importância de se manter ao nosso lado pessoas que nos queiram bem, nos engrandece, nos faz felizes mesmo em silêncio. A amizade é uma das ligações mais poderosas que se pode ter com alguém, é um elo baseado em admiração, respeito, lealdade, histórias gostosas.
Aproveito também para escrever sobre Paraísos Artificiais, produção brasileira recheada de encontros e desencontros, bela fotografia, enredo em círculo. Ainda preciso reassistir O homem duplicado, visto que é necessário recomendar aquilo que, primeiramente, se compreende.
A arte é, para mim, novas lentes, as quais por meio delas vivencio histórias fascinantes, conheço personagens inesquecíveis e tem o papel de questionar nossa realidade, nossas certezas e aguçar nossas dúvidas.
Queridos leitores, gostaria de indicar-lhes um filme, Os Intocáveis. Tirei como lição a importância de se manter ao nosso lado pessoas que nos queiram bem, nos engrandece, nos faz felizes mesmo em silêncio. A amizade é uma das ligações mais poderosas que se pode ter com alguém, é um elo baseado em admiração, respeito, lealdade, histórias gostosas.
Aproveito também para escrever sobre Paraísos Artificiais, produção brasileira recheada de encontros e desencontros, bela fotografia, enredo em círculo. Ainda preciso reassistir O homem duplicado, visto que é necessário recomendar aquilo que, primeiramente, se compreende.
10 de fevereiro de 2016
Filmes 2015
Após assistir alguns filmes em 2015, escrevi pequenos comentários sobre eles e agora os reuni para não esquecê-los.
5 de agosto de 2015
Not fair
Que filme gostoso! Não há expressão mais adequada pra definir boyhood, pois são 2 horas e 40 minutos de gostusura. Acompanhar o crescimento/amadurecimento/progresso de vida de um garoto, dos 5 aos 18 anos e perceber o quão a vida pode ser especial, única, do jeito que ela é. Sem acontecimentos extraordinários diários ou momentos inesquecíveis. A vida é o que construímos ao decorrer de anos, cada dia se esvai e nos "esvaimos" com ele. Como não se apaixonar por um filme que se inicia com Yellow do Coldplay? Difícil.
Aproveitando a deixa do filme, faz-se necessário comentar sobre o início de minhas férias. Primeira férias da faculdade, alguns meses que mudaram a minha vida, também meu modo de pensar, agir, sentir, viver. Hoje vejo claramente que me deixei se anestesiar por desculpas e ir me iludindo a ponto de não achar mais sentido. Sabe, talvez estejamos sempre confusos acerca de tudo, mas mostramos que temos certezas para nos guiar, por que não usar a nossa entropia como guia? Encontrar a cada dia algo que nos possa dar sentido a vida? A acordar cedo para assistir aula de cálculo, física, geometria analítica? Não, eu me entorpeci e isso arruinou meu semestre, aprendi com os erros e não gostaria de repeti-los. Não quero deixar aqui mais uma desculpa furada de que foi mudar completamente e conseguir as notas mais altas. Quero que a cada vez em que eu tiver de estudar coisas aparentemente inúteis eu tenha claro em minha mente de que elas não são inúteis uma vez que decidem o meu futuro. Construir um castelo com as pedras que encontrar pelo caminho, tal aconselhou-nos Drummond. That's it.
6 de junho de 2015
Acabei de assistir a um filme encantador: O Grande Hotel Budapeste. Cheio de cores, drama, suspense, comédia que nos leva a reviver um acontecimento marcante: o homicídio de uma hóspede. A tempos, dois amigos me recomendaram esse filme e finalmente hoje o assisti pois gostaria de transcender a minha realidade e uma das maneiras mais interessantes e sutis, pra mim, de fazer isso é com a arte, sendo lendo um livro, assistindo um filme... Nesse feriado preparei-me para tornar real um desejo, contudo ele não está sendo bem aceito para os meus familiares. Entristeci-me com as palavras impensadas de minha mãe, foram cruéis e miseráveis. Ao mesmo tempo em que sinto um vazio interior se adentrar ainda mais, tenho de me concentrar para as diversas provas e compromissos que tenho ao fazer uma faculdade e tudo isso me confunde, faz-me vacilar e questionar.
Não há mais desculpas e lamúrias, esse é o tempo de apenas fazer e quero que seja divertido. Por que não?
Referência a Cara Delevingne:
"I'm young, I'm having fun, I don't want to pretend to be something I'm not, so I don't really care on that matter. People can say what they want, but I'm having a good time. I know what people are doing who are my age; I just think it would be a lie to pretend that I'm not having a good time."
Don't worry, be happy ❤️ Embrace your weirdness 💥 STOP LABELLING, START LIVING
caradelevingne
21 de janeiro de 2015
Je suis Amélie
Encantador! Esse é um dos adjetivos mais prudentes para caracterizar o filme O fabuloso destino de Amélie Poulain. Tem como protagonista uma mulher amável e introvertida que por meio de pequenos gestos muda a vida das pessoas ao seu redor. Acostuma à solidão e a encontrar a felicidade em pequenos prazeres, como jogar pedras em um rio e afundar a mão num saco de sementes, ela se sente cada vez mais inquieta ao se apaixonar por um ex-coleguinha de escola. Uma das cenas mais marcantes pra mim foi a que ela se transforma em água depois que vê seu amado ir embora.
3 de março de 2014
Inception
O melhor filme que já assisti este ano, ainda é cedo para que tal produção receba tal título, porém A origem é memorável, fantástico e inspirador. Num mundo onde é possível entrar nos sonhos alheios, a grande missão desse filme hollywoodiano é a inserção de uma ideia, um crime tendo um objetivo efêmero: monopólio. Embora o propósito seja explorado corriqueiramente nos meios artísticos, no filme A origem a realidade se torna mais complexa, fundindo-se com sonhos. Somente insere-se uma ideia ao atingir a origem do subconsciente, sua camada mais profunda. Entre sonho e realidade, em diferentes níveis, somos levados nessa missão (impossível?). Lembrando que inserir uma ideia, a qual é um vírus resistente e cresce exponencialmente, pode erigir ou destruir quem a possui.
Cartaz do filme que foi lançado em 2010.
| Apenas o drama romântico, no filme há a resposta. |
11 de fevereiro de 2012
Ao Cinema Brasileiro
Simplesmente magnifica a adaptação do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas a um filme, grandes interpretações e um enredo fantástico.
Reviver as peripécias deste defunto-autor foi bastante espirituoso, a vida deste personagem literário que já lhe dediquei especialmente um post.
A adaptação ficou bastante viva e dedicada a obra, certamente por meio da leitura dá-se uma quantidade maior de informações sobre os personagens e a estória propriamente dita, mas vale-se a pena apreciar este filme.
Esta obra que lera fez-me regressar ao maravilhoso mundo da leitura, não seria insensatez dizer que esta foi um marco nesses novos tempos de minha breve vida.
Ao post dedicado sobre o livro, escrevo este sobre o filme, farei uma relação entre a releitura feita pela sétima arte.
Reginaldo Faria interpreta o nosso protagonista Brás Cubas, uma das melhores interpretações que já vi, fez como se fosse o próprio é admirável este ator.
Se ainda não vistes o post que dediquei especialmente sobre Brás Cubas clique aqui.
Há várias informações sobre a Obra e se ficou interessado em assistir ao filme lhe dou duas sugestões, poderá assistir no youtube...
...Ou se preferir poderá baixar pelo programa Torrent acessando o seguinte link
http://www.4shared.com/file/G1AWfXMa/Memorias_Postumas_de_Bras_Cuba.html
E para terminar gostaria de parabenizar ao Cinema Brasileiro e ao Machado de Assis por nos proporcionar verdadeiras obras.
Reviver as peripécias deste defunto-autor foi bastante espirituoso, a vida deste personagem literário que já lhe dediquei especialmente um post.
A adaptação ficou bastante viva e dedicada a obra, certamente por meio da leitura dá-se uma quantidade maior de informações sobre os personagens e a estória propriamente dita, mas vale-se a pena apreciar este filme.
Esta obra que lera fez-me regressar ao maravilhoso mundo da leitura, não seria insensatez dizer que esta foi um marco nesses novos tempos de minha breve vida.
Ao post dedicado sobre o livro, escrevo este sobre o filme, farei uma relação entre a releitura feita pela sétima arte.
Reginaldo Faria interpreta o nosso protagonista Brás Cubas, uma das melhores interpretações que já vi, fez como se fosse o próprio é admirável este ator.
Se ainda não vistes o post que dediquei especialmente sobre Brás Cubas clique aqui.
Há várias informações sobre a Obra e se ficou interessado em assistir ao filme lhe dou duas sugestões, poderá assistir no youtube...
http://www.4shared.com/file/G1AWfXMa/Memorias_Postumas_de_Bras_Cuba.html
E para terminar gostaria de parabenizar ao Cinema Brasileiro e ao Machado de Assis por nos proporcionar verdadeiras obras.
7 de janeiro de 2012
A Espiã
Quando vi esse filme na loja o escolhi por ter no idioma alemão, como não é tão comum achar algum filme em alemão por aqui resolvi compra-lo.
Assisti a poucos dias, como é contada a história no decorrer do filme pareceu-me muito interessante.
Ao ser bombardeado seu esconderijo uma cantora judia decide fazer uma travessia que um coronel de seu país propusera para encontrar um local livre da ocupação nazista.
Nessa travessia que parecia ser tranquila o grupo é surpreendido e interceptado por uma patrulha alemã.
A única sobrevivente passa a se chamar Ellis de Vries que entra para a Resistência, para não parecer uma judia muda a cor dos cabelos anteriormente ruivos passa a ser loiros.
Em uma viajem de trem conhece um oficial alemão da SS, Müntze que tem uma coleção de selos.
Para vingar-se Ellis tem a missão de aproximar-se novamente do oficial e conquistá-lo, conseguindo com sucesso até mesmo trabalho entre os nazistas.
Há várias reviravoltas no filme, vilões trocam de lugar com os mocinhos e o contrário, o final é logo descoberto no início do filme, a espiã torna-se professora de uma escola no Israel, a trama começa quando a judia encontra uma amiga no local onde atualmente reside e lembra-se do passado e de como foi parar naquele lugar.
O meu principal motivo de ter comprado o filme era por que estava em alemão, porém a maioria das cenas é falada em holandês, apesar disso não me arrependo da escolha que fiz, o filme é eletrizante e um dos poucos que me fez querer ver até o final seguindo os passos da espiã holandesa com o nome de nascimento Rachel Stein.
Assisti a poucos dias, como é contada a história no decorrer do filme pareceu-me muito interessante.
Ao ser bombardeado seu esconderijo uma cantora judia decide fazer uma travessia que um coronel de seu país propusera para encontrar um local livre da ocupação nazista.
Nessa travessia que parecia ser tranquila o grupo é surpreendido e interceptado por uma patrulha alemã.
A única sobrevivente passa a se chamar Ellis de Vries que entra para a Resistência, para não parecer uma judia muda a cor dos cabelos anteriormente ruivos passa a ser loiros.
Em uma viajem de trem conhece um oficial alemão da SS, Müntze que tem uma coleção de selos.
Para vingar-se Ellis tem a missão de aproximar-se novamente do oficial e conquistá-lo, conseguindo com sucesso até mesmo trabalho entre os nazistas.
Há várias reviravoltas no filme, vilões trocam de lugar com os mocinhos e o contrário, o final é logo descoberto no início do filme, a espiã torna-se professora de uma escola no Israel, a trama começa quando a judia encontra uma amiga no local onde atualmente reside e lembra-se do passado e de como foi parar naquele lugar.
O meu principal motivo de ter comprado o filme era por que estava em alemão, porém a maioria das cenas é falada em holandês, apesar disso não me arrependo da escolha que fiz, o filme é eletrizante e um dos poucos que me fez querer ver até o final seguindo os passos da espiã holandesa com o nome de nascimento Rachel Stein.
15 de dezembro de 2011
Filme da noite
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