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24 de maio de 2013

Distâncias



"Conseguimos diminuir a distância que nos separa
das partes mais longínquas do mundo,
 por meio da aviação a jato, 
da tevê a cabo, da Internet, 
mas não conseguimos 
diminuir a distância que nos separa do nosso próximo. 

quando conversamos com as pessoas, 
falamos sobre tudo: 
futebol, automobilismo,
política, moda, comida, 
mas falamos apenas superficialmente sobre nós mesmos 
e, assim,
não conhecemos o outro e ele também não nos conhece!"

Antônio Suárez Abreu, 
A arte de argumentar: Gerenciando Razão e Emoção


14 de abril de 2013

O bem e o mal


"Nenhuma época é apenas boa ou ruim. O bem e o mal perpassam toda a história da humanidade como dois fios de uma meada. E frequentemente se entrelaçam um no outro."
Jostein Gaarder, O Mundo de Sofia 

29 de março de 2013

Sucesso e Felicidade


Acho que por trás do dinheiro, do sucesso, da carreira brilhante, o que as pessoas querem mesmo se resumem numa palavra: "felicidade". Gostaria que alguém falasse mais sobre isso.
Um leitor


        Numa experiência realizada pela Universidade Estadual de Nova York, foi pedido às pessoas para completarem a frase: "Estou feliz por não ser..." Depois de repetir esse exercício cinco vezes, mais de 90% das pessoas experimentou um aumento da sensação de satisfação pessoal. Na saída, eram amáveis, colaboradoras e solidárias entre si e com alguns desconhecidos, que a ajudaram espontaneamente. Algumas horas depois, os pesquisadores convidaram o mesmo grupo a completar a frase oposta: "Gostaria de ser..." Dessa vez as pessoas saíram mais insatisfeitas com sua vida.
         Muitas vezes levamos a nossa vida seguindo frases do gênero: "Falta-me isto. Tenho direito aquilo. Ninguém me dá atenção. Ninguém pensa em mim." Mas não é com esse tipo de lamentações e de pretensões que podemos conquistar a felicidade. Pelo contrário, assim nos predispomos para uma existência de decepções e de sofrimento.
         No fundo, trata-se de reconhecer aquilo que somos, de aprender a dizer sim à realidade e de aceitá-la sem resistências inúteis, fazendo o que afirmou certa vez o psicanalista Carl Jung: "Só depois de estar doente compreendi como é importante dizer sim ao destino. Assim, forjamos um 'eu' que não se deixa esmagar quando acontecem coisas incompreensíveis. Um 'eu' que resiste, que suporta a verdade e que é capaz de enfrentar o medo e o destino." 
         O fato de que acontecem coisas ruins  a todos é evidente, mas é ainda mais evidente verificar que a todos sempre falta algo. Mas, se continuarmos a dizer a nós mesmo que nunca teremos tudo e mantivermos essa atitude negativa, vamos sentir mais ainda essa "falta". Deveríamos esquecer o que nos falta e alegrarmo-nos com o que temos, até porque a felicidade é desejar aquilo que conseguimos, enquanto o sucesso é conseguir aquilo que desejamos. Diz um provérbio oriental: "Quando temos a possibilidade de abraçar o mundo inteiro com o pensamento e de nos comunicarmos com todas as criaturas luminosas que o povoam, o que é que ainda nos falta para compreendermos que somos ricos e abençoados e que podemos até ajudar os outros? Enquanto não se lembrarem de fazer os outros felizes, vocês nunca serão felizes.”.
         Não é por acaso que um dos motivos mais frequentes das desavenças matrimoniais é o fato de as pessoas se casarem à procura da própria felicidade, enquanto o objetivo do casamento deveria ser fazer feliz o outro.

Revista Cidade Nova 
Edição: Abril de 2012
Pasquale Ionata

17 de setembro de 2012

Sobre o desejo


 Desejo é termo que não se aplica só ao sexo. Desejamos todos os objetos que não temos e cuja posse supomos que nos tornaria bem mais felizes.
O curioso do desejo é que a simples posse de um objeto por tanto tempo desejado faz com que esse bem material perca boa parte do seu encanto.
 Penso que existe prazeres que não se esgotam, tanto sentimentais como materiais: a pessoa pode achar graça e amar seu cônjuge por toda vida!
 Uma pessoa pode ter desejado adquirir uma determinada casa que, depois de comprada, pode ser fonte de prazer e curtição ao longo de décadas.
 Alguns acham que sempre estamos numa das duas fases: a frustração por desejar e não possuir; ou o tédio por já possuir. Isso não é verdade!
 Aqueles que pensam no desejo como algo sempre legal também estão distantes da realidade: conforme o caso, o que se conquista nunca satisfaz.
Flávio Gikovate 

7 de setembro de 2012

Dúvidas


" Outro sinal de sabedoria é ter ciência de que conseguimos fazer perguntas que somos incapazes de responder: nosso poder mental é limitado!

Os mais sábios não se entristecem por não termos acesso às respostas definitivas acerca da vida e da morte: toleram bem essa "grande dúvida".

Há décadas tenho dito que somos filhos do "Mistério", que pode ser chamado de Deus ou de puro acaso. Prefiro não dar outro nome ao Mistério!

Sendo filhos do Mistério, temos usado nossa potência psíquica para aprender o máximo sobre tudo: é essa inquietação intelectual que nos move.

É intrigante pensar que essa "grande dúvida" é a força que move toda nossa atividade criativa, de onde nascem as artes, ciências, religiões.

Se soubéssemos todas as respostas, se tivéssemos acesso ao que o futuro nos reserva, creio que estaríamos estagnados e mergulhados no tédio."

Flávio Gikovate 

26 de julho de 2012

Ser humano



Prezado Professor, sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver. Câmaras de gás construídas por engenheiros formados. Crianças envenenadas por médicos diplomados. Recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de colégios e universidades. Assim tenho minhas suspeitas sobre a Educação. Meu pedido é: ajude seus alunos a tornarem-se humanos. Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou psicopatas hábeis. Ler, escrever e saber aritmética só são importantes se fizerem nossas crianças mais humanas.

Texto encontrado após a Segunda Guerra Mundial, num campo de concentração nazista.

22 de julho de 2012

Bildung

Olá caro leitor, hoje eu gostaria de dedicar este post para falarmos sobre educação.
Há várias frases irrefutáveis sobre esse assunto, como a de Monteiro Lobato "Um país se faz com homens e livros" , a de Aristóteles, a qual eu não concordo completamente "A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces" e ainda a de Einstein "Educação é aquilo que fica depois que você esquece o que a escola ensinou."
Muito se comenta no Brasil a precariedade do sistema educacional, culpam o governo, culpam a prefeitura, culpam os professores. Sempre há alguém para levar a culpa, na maioria das vezes há um bode expiatório, a população reclama, compartilham milhares de vezes uma imagem virtualmente no Facebook defendendo o descaso que há com a educação, acham estarem fazendo o papel de cidadão com esta atitude. 
E no cotidiano, o que fazem as pessoas que compartilharam aquela imagem em uma rede social? Nada, continuam imersos em suas zonas de conforto, culpando e reclamando sobre as moléstias da sociedade e nada fazem. 
Mas não sejamos hipócritas, há aqueles que lutam pela causa, e como não são a unanimidade ficam a mercê da sociedade, são mostrados na televisão como idealizadores de utopia, sonhadores e mesquinhos e aqueles que continuam em sua inércia espiritual o criticam veemente, além de não fazerem nada para ajudar, ainda critica quem o faz. 
Nelson Rodrigues tem uma frase muito interessante, "Toda unanimidade é burra", ótima para refletir, não acha?

A minha intenção em discutir sobre educação é porque em uma enquete que participei estava em questão qual deve ser a prioridade na futura gestão de um candidato a prefeito de minha cidade. 



 Evidentemente saúde é um fator preocupante em todo o país, aqui em Lorena também há problemas nesse setor, mas posso estar errada por ser apenas minha opinião, não acredito que seja tão alarmante para que de 23 votos, 9 serem dedicados a saúde. As pessoas estão tão habituadas a reclamarem da saúde que quando veem alguma enquete desse tipo não pensam duas vezes e já clicam em saúde.
E a Educação? Na imagem acima está destacada pois eu votei nesta alternativa. Algumas semanas atrás, assisti a uma entrevista do filósofo Renato Janine Ribeiro ao programa Provocações da Cultura, o qual o convidado declara "A sociedade brasileira não dá valor para a educação" por ser uma sociedade voltada ao prazer. A principio não pude concordar por não ter pensando nisso antes. Após uma reflexão achei a frase adequada e coerente, e podemos ver claramente que a Educação não é uma das maiores preocupações dos brasileiros, e não me venha com aquele papo velho de que no Brasil é isso, no Brasil é aquilo porque a educação é um PROBLEMA MUNDIAL.

13 de junho de 2012

SOBRE O “DIREITO” À (Des)INFORMAÇÃO

Temos direito a informação. Estamos conscientes disso. E não poderia ser diferente em uma sociedade democrática de direito.
Mas gostaria de perguntar se isso não se tornou um “dever”...
Parece que hoje em dia, todos nos exigem saber de “tudo”.
Eis o consumismo da informação.
Reformulando, poderíamos perguntar: mas afinal, temos direito a “desinformação”?
Posso eu não saber? Não por que isso me seja negado como possibilidade, mas por que eu não quero saber?
Tenho esse direito? Posso escolher não estar informado sobre aquilo que não me interessa? Tenho direito de não ser “invadido” por notícias que não me interessam? Ou seremos sempre culpabilizados por “não saber”? Enfim, tenho direito à ignorância?

Leandro Chevitarese 

22 de maio de 2012

Sobre o aniversário


O que há para comemorar?
Por que come
moramos aniversários?

Tem-se a ideia de que nascer é sempre uma dádiva, um valor absoluto, um bem em si.


Mas ninguém parece querer se perguntar que tipo de vida vale a pena ser vivida, ou ainda, de que modo viver...

E se a vida for uma tragédia? Não seria o caso de lamentarmos termos nascido? 
Não poderia ser um erro haver nascido? Enfim, o que haveria para comemorar em haver nascido?

Talvez possamos dizer que o grande valor a ser comemorado é exatamente isso, ou seja, a possibilidade de pensar sobre o valor da vida e sobre seu sentido, sobre o que queremos e podemos ser e fazer no mundo... e para isso temos que ter nascido e precisamos estar vivos.

Eis então o que há para comemorar: a possibilidade de pensar..."
Fazer um bom uso da própria capacidade de pensar: é isso que pode nos tornar livres nesse mundo! 


Leandro Chevitarese 

29 de dezembro de 2011

Filtro de Sócrates


Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito estimado pelo seu elevado conhecimento.
      Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse:
      - Sócrates, sabe o que eu acabei de ouvir acerca daquele teu amigo?
      Então, Sócrates respondeu:
     - Espere um momento. Antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo".
      - O que e isso, Sócrates?
      - Antes que me fales do meu amigo, talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar muito bem aquilo que vais dizer. A isso chamo de Filtro Triplo.
      E continuou:
      - O primeiro filtro é a VERDADE. Tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro? O homem, balbuciante, respondeu:
      - Não, o que acontece é que eu ouvi dizer que...
      E Sócrates fuzilou:
     - Bem, se é assim, não sabes se é VERDADE. Passemos então ao segundo filtro, que é a BONDADE.  Responda-me agora: o que me vais dizer sobre o meu amigo é algo bom?
      - Não, muito pelo contrário...
      - Então, queres dizer-me algo mau sobre ele e, ainda por cima, nem sabes se é ou não verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes pelo terceiro filtro, que é a UTILIDADE. Por isso, me esclareça: o que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim?
     -Não, acho que não...
E assim Sócrates concluiu:
     - Bem, se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos verdadeiro, para que dizer-me?


A utilização do filtro triplo é extremamente simples e será de grande utilidade quando formos contar algo a uma pessoa, para que não haja nenhum desconforto entre ambas as partes, é preciso somente perguntar-se sobre os três quesitos principais citados no texto acima: a Verdade, Bondade e Utilidade.
Se forem apenas cogitações errôneas o melhor a fazer é cuidar da nossa vida e deixar que os outros façam o mesmo pelas suas.
Outra maneira que também pode ser utilizada quando depararmos com uma situação em que os fatos não estão esclarecidos é ser ético, as perguntas que você poderá fazer para ser ético são essas: será que eu quero? será que eu devo fazer? será que eu posso?.
Apenas filosofando...

Créditos:
http://www.leonardokurcis.com.br/relacionamentos_o_exame_do_triplo_filtro_de_socrates.html