30 de novembro de 2013

IMMER!



Willkommen in meinem neuen Leben

Alles sieht jetzt anders aus
Ich will tanzen, nicht nur reden
Geb mir selber einen aus
Kein Auto, das mein Konto leer frisst
Mein Telefon hab ich verkauft
Und weil mein Kühlschrank immer leer ist
Geh ich heute wieder aus


Denn es gibt immer einen Grund zu feiern

Immer einen Grund
Von Hamburg City bis ins tiefste Bayern
Es gibt immer, es gibt immer einen


Ich will nicht länger Münze werfen

Nicht mehr nur Kopf oder nur Zahl
Lass mich von niemandem mehr nerven
Werd keine Rechnung mehr bezahlen
Ich mach mich schick, genau wie gestern
Für die nächste Feierei
Sollen die Leute weiter lästern
Ich bin jetzt endlich wieder frei


Denn es gibt immer einen Grund zu feiern

Immer einen Grund
Von Hamburg City bis ins tiefste Bayern
Es gibt immer, es gibt immer


Denn es gibt immer einen Grund zu feiern

Immer einen Grund
Von Hamburg City bis ins tiefste Bayern
Es gibt immer, es gibt immer einen


Ich bin hier, ich bin da

Ich vergess' alles, was war
Ich werd mich nie mehr beklagen
Sondern jetzt endlich was wagen


Denn es gibt immer einen Grund zu feiern

Immer einen Grund


Es gibt immer, es gibt immer immer immer einen Grund yeah

Immer einen Grund yeah, immer einen Grund yeah
Es gibt immer, es gibt immer einen









17 de novembro de 2013

Os espiões


Até hoje não se explicar por que a perspectiva de estar face a face com Ariadne provocava aquela sensação, ao mesmo tempo de pânico e cálida antecipação, com epicentro no meu estômago. Eu não sabia o que iria fazer em Frondosa, só sabia que, fosse o que fosse, definiria a minha vida. Ou talvez a sensação de calor na boca do estômago fosse comum a todos que se aproximam da boca de um labirinto. Deve haver uma palavra em alemão para o medo de desaparecer para sempre.


Os espiões é um livro de Luís Fernando Veríssimo que tem como objetivo nos colocar diante de um labirinto para, assim, seguirmos as pistas juntamente como os protagonistas do livro na procura de uma figura mitológica que resolveu reviver entre nós com o nome de Ariadne. Com uma escrita peculiar que encanta a todos pelas suas revelações que incluem vingança e suicídio. Escrito em primeira pessoa acompanhamos o mudar de uma rotina e o voltar a ela. Entre o começo e o fim conhecemos a transição do camaleão em Dionísio, e de Dionísio frustado a um legítimo camaleão.

12 de novembro de 2013

Freund


- Você acredita que podemos conhecer cada átomo de uma pessoa?
- Como assim?
- Podemos ter um conhecimento real e verdadeiro a cerca do comportamento humano? Convivendo com uma pessoa podemos descrevê-la e conhecer mais dela mesma do que ela conhece?
- Acredito que sim, já que muitas vezes temos impressões erradas de nós mesmos.
- E por quê fazemos isso?
- Acho que assim a pessoa não precisa encarar a realidade, fica mais fácil de se iludir, entende?
- Sim, mas qual é o limite que delimita o que sabem de nós? Somos responsáveis por opiniões incertas a cerca do que somos e do que poderemos ser?
- O limite é aquele que estabelecemos ao conhecermos as pessoas. Cada pessoa sabe de uma parte da gente, assim essa parte fica como se gravada. Muitas vezes gostamos de deixá-la imutável, como se fosse assim e pronto. Como se já fôssemos prontos e acabados.
- Então, cada pessoa sabe de uma parte de nós, certo?
- Certo.
- E a partir dessa parte recolhida de nós, essa pessoa tende a identificar o que gostamos ou não, certo?
- Sim.
- Alguém que você conhecia e julgava ser seu melhor amigo já te identificou e essa identificação te deixou surpresa?
- Infelizmente sim.
- Por que "infelizmente"?
- Bom, para denominarmos uma pessoa de "melhor amiga", esta deve ter participado de alguns momentos importantes de nossa vida, ficando assim gravados conosco. É surpreende como opiniões alheias nos afetam de uma maneira surpreendente, não sei você, mas eu me sinto assim. É como se todo o tempo que passamos com um suposto "melhor amigo" fosse perdido, fosse apenas um grande tempo perdido. E tudo pode de desmanchar aos poucos.
- O que você fez para que tudo voltasse ao normal?
- Nunca tive muitas forças pra lutar, nem ânimo. Eu realmente fiquei triste e surpresa, muito surpresa. Hoje, sei que lidar com pessoas não é um dom pelo qual eu nasci, mas que posso aprimorá-lo. Acredito que quando uma pessoa te faz mal, existe outra que te fazerá bem, é só esperarmos para que a pessoa certa chegue e nos ajude a redescobrir o lado bom da vida.

31 de outubro de 2013

OITO

"Às vezes eu faço isso de vestir um terno preto que eu tenho para ocasiões formais, como enterros, e pegar uma pasta vazia que comprei em um brechó. Só que não vou para a escola.        
Eu treino ser adulto, fingindo que estou indo para o trabalho.                 Caminho em direção à estação de trem, e, cerca de uns dois quarteirões dali, eu me junto às outras pessoas de ternos carregando pastas.                           Estudei suas expressões mortas o suficiente para me misturar a eles.         Marcho como um soldado, imitando os passos, balançando minha maleta vazia do mesmo jeito - quase em passo de ganso.                                          
Eu insiro moedas nas máquinas no lado de fora da estação e pego um jornal de papel à moda antiga, que enfio debaixo do braço, só para me confundir com a multidão.                              
Pego minha passagem na máquina.                                                           
Desço pela escada rolante.                                                                         
Então fico parado como zumbi esperando o trem chegar.                                 Eu sei que isso vai parecer errado, mas sempre que visto meu terno de enterro, vou para a estação de trem e finjo que tenho um emprego na cidade, isso sempre me faz pensar nos trens nazistas que levavam os judeus da Segunda Guerra Mundial para os campo de concentração. Herr Silverman nos ensinou sobre isso. Eu sei que é uma comparação horrível, talvez até ofensiva, mas aguardando ali na plataforma, entre os homens de terno, sinto que estou esperando para ir para alguma lugar horrível, onde tudo o que é bom acaba e, em seguida, a miséria perdura para todo o sempre - o que me faz lembrar das terríveis histórias que aprendemos nas aulas sobre Holocausto, seja isso ofensiva ou não.                                Quer dizer, nós ganhamos a Segunda Guerra Mundial, certo?                    E, no entanto, todos esses adultos - filhos, filhas e netos de nossos heróis da Segunda Guerra - continuam a entrar em trens da morte metafóricos, mesmo tendo derrotado os nazifascistas há muito tempo. Portanto, cada americano é livre para fazer o que quiser aqui neste grande país supostamente livre. Por que não usam sua liberdade para buscar a felicidade?"

PERDÃO, LEONARD PEACOCK
MATTHEW QUICK 


  

5 de outubro de 2013

11


Virgínia tem ímpetos  de jogar o frasco de perfume na cabeça da Noca, quando a rapariga lhe vem anunciar com a voz  fanhosa:
- O chã tã pronto.
Fica parada ali na porta, a cara idiota, a cabeça minúscula de passarinho no alto do pescoço descarnado e comprido: uma pera na ponta da vara. E aquele esgar canino, aquela máscara de palhaço cretino, aqueles olhinhos espantados... Não: a gente tem vontade de jogar uma coisa na cabeça dela...Virgínia fuzila para a criada um olhar colérico.
Outra vez a voz fanhosa:
- Estã pronto  o chã, dona Virgínia.
É demais. Nem uma santa aguenta.
- Já ouvi! - berra. - Já ouvi! Não sou surda.
O sorriso canino persiste, deixando visíveis os dentes amarelados, pontiagudos e minúsculos. E é bem um olhar de cão surrado - um olhar de simpatia e fidelidade medrosa que a rapariga lança para a patroa quando esta passa por ela.
A patroa surra na gente, mas a patroa é boa, dá dinheiro, dá vestido bonito. Dona Virgínia  grita com a gente - mas depois dá risada pra gente.
E o olhar amoroso segue o vulto quente e perfumado da mulher de roupão azul que desce a escada porque "o chã tã pronto". 
 CAMINHOS CRUZADOS
ERICO VERISSIMO 


26 de setembro de 2013

Conselhos...


Muitos acham legal dar conselhos acerca de assuntos que se consideram competentes: ainda que sem intenção, podem estar sendo inconvenientes.

Dar conselhos pode ser interpretado como um desrespeito, uma invasão de privacidade: esse costuma ser um bom caminho para ganhar um inimigo.

Minha experiência diz que só se deve dar conselhos quando se é insistentemente solicitado; e ainda assim com o maior cuidado para não magoar.

Quase todo conselho embute alguma ressalva acerca do comportamento do outro. Desconheço quem não se sinta incomodado ao ouvir uma crítica.

A irritação quando criticado é quase inexorável, ainda que seja efetivamente construtiva. Alguns refletirão com calma e irão se beneficiar.

Na prática, podemos nos beneficiar até mesmo de críticas destrutivas, pois elas também podem conter informações preciosas a nosso respeito!

Flávio Givokate 

21 de setembro de 2013

Ah, meu querido, eu poderia...

 O título em português não se assimila  ao original (Florence e Giles, nomes dos protagonistas do livro), dando margem à alguma semelhança com um romance bastante conhecido no Brasil: A menina que roubava livros.


Capas do livro, note que apenas a brasileira não tem um tom sombrio.

Já nos primeiros capítulos podemos entender o porquê da menina "não saber ler" e assim continuamente somos inseridos ao seu cotidiano através de seu olhar juvenil e um tanto peculiar. O autor descreve de forma minuciosa o dia a dia da garota e das pessoas que vivem ao ser redor, tendo como pano de fundo a velha mansão de Blithe, a qual os empregados relatam ser assombrada. Embora Florence e Giles morem nessa escura mansão por estarem à cuidados de um tio, jamais viram este. Tudo o que a jovem sabe sobre seu tio foi-lhe contado pela sua governanta e através de conversas que escutou dos empregados.
Ao decorrer do livro somos expostos a diversos enigmas que não são nos dado as respostas. Presenciamos a imaginação de Florence florescer cada vez mais após a chegada da nova preceptora, seria tudo apenas imaginação da pequena jovem ou estamos sendo inseridos vagarosamente num suspense que parece insolúvel? As suspeitas da garota são realmente válidas diante do seu maior medo?
 Com alguns capítulos vagarosos, outros velozes e um tanto inexplicáveis, a menina que não sabia ler desenrola a história de uma maneira despreocupadamente atroz. 
E quanto aos enigmas que não são nos dado as respostas, só resta usarmos a nossa imaginação para desvendá-los, mas seriam nossas respostas muito fantásticas a ponto de ninguém acreditar nelas? 


2 de setembro de 2013

Test of Three

In ancient Greece (469-399 BC), Socrates was widely lauded for his wisdom. One day the great philosopher came upon an acquintance who ran up to him excitedly and said, "Socrates, do you know what I just heard about one of your students?"

"Wait a moment", Socrates replied. "Before you tell me I'd like you to pass a little test. It's called the Test of Three."

"Test of Three?"

"That's right", Socrates continued. "Before you talk to me about my student let's take a moment to test what you're going to say. The first test is Truth. Have you made absolutely sure that what you are about to tell me is true?"

"No." The man said. "Actually I just heard about it."

"All right", said Socrates. "So you don't really know if it's true or not. Now let's try the second test, the test of Goodness. Is what you are about to tell me about my student something good?"

"No. On the contrary ..."

"So", Socrates continued, "you want to tell me something bad about him even though you're not certain it's true?"

The man shrugged, a little embarassed.

Sorates continued. "You may still pass though, because there is a third test, the filter of Usefulness. Is what you want to tell me about my student going to be useful to me?"

"No. Not really."
"Well", concluded Socrates, "If what you want to tell me is neither True nor Good nor even Useful, why tell it to me at all?"


Philosophy ( philo- "loving" + sophia "knowledge" )

4 de agosto de 2013

Sobre a influência



"- A sua influência é, realmente, tão má como diz Basílio, Lorde Henry?
- Não existe influência boa, Sr. Gray. Toda influência é imoral...imoral do ponto de vista científico.
- Por quê?
- Porque influenciar uma pessoa é transmitir-lhe a nossa própria alma. Ela já não pensa com seus pensamentos naturais, nem arde com suas paixões naturais. As suas virtudes não são reais para ela. Os seus pecados, se é que existem pecados, são emprestados. Ela se converte em eco de uma música alheia, em ator de um papel que não escrito para ela. A finalidade da vida é o desenvolvimento próprio. Realizar completamente a própria natureza, é o que devemos buscar. O mal é que, hoje em dia, as pessoas têm medo de si mesmas. Esqueceram-se do mais elevado de todos o deveres, o dever para consigo mesmas. São caritativas, naturalmente. Alimentam o faminto e vestem o andrajoso. Deixam, contudo, que as suas almas morras de fome e andem nuas. O valor nos abandonou. Talvez nunca o tenhamos tido, realmente. O temor da sociedade, que é a base da moral; o temos de Deus, que é o segredo da religião...são os dois princípios que nos regem. E, no entanto...
- Vire um pouco a cabeça para a direita, Dorian, como um bom rapaz - disse o pintor, que absorto no seu trabalho, acabava de surpreender no rosto do adolescente certo ar que, antes, nunca havia visto.
- E, no entanto - continuou Lorde Henry, com a sua voz grave e musical e com aquela graciosa flexão de mão que sempre o caracteriza, desde a época do Eton -, creio que, se um homem quisesse viver a sua vida em plena e completamente, se quisesse dar forma a todo o sentimento seu, expressão a cada pensamento, realidade a todo sonho, acredito que o mundo receberia tal impulso novo de alegria que esqueceríamos todas as enfermidades medievais, para voltar ao ideal grego, a algo mais belo e mais rico, talvez, que esse ideal. Contudo, o mais corajoso dentre nós tem medo de si mesmo. A mutilação do selvagem tem sua trágica sobrevivência na própria renúncia que corrompe as nossas vidas. Somos castigados por nossas renúncias. cada impulso que tentamos aniquilar germina em nossa mente e nos envenena. Pecando, o corpo se liberta do seu pecado, porque a ação é um meio de purificação. Nada resta então a não ser a lembrança de uma prazer a volúpia de um remorso. O único meio de livrar-se de uma tentação é ceder a ela. Se lhe resistirmos, as nossas almas ficarão doentes, desejando as coisas que se proibiram a si mesmas, e, além disso, sentirão desejo por aquilo que umas leis monstruosas fizeram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos tem lugar no cérebro. É no cérebro e somente nele que tem também lugar os grandes pecados do mundo. O senhor mesmo, Gray, com a sua juventude cor-de-rosa e a sua adolescência alvirrósea, terá tido paixões que o tenham atemorizado, pensamentos que o tenham enchido de terror, sonhos despertos e sonhos adormecidos, cuja simples lembrança poderia tingir de vergonha suas faces...."

(In. O retrato de Dorian Gray. Rio de Janeiro:Abril,1972, p.29-31)

2 de agosto de 2013

Ser importante





"Você e eu sabemos que vamos morrer, desse ponto de vista não é a morte que me importa porque ela é um fato.
                            O que me importa é:                                       o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece para que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena?"

28 de julho de 2013

Last Mistakes


Novas chances de cometer erros ao longo dos próximos meses que serão os últimos do Ensino Médio.
E no final eu responderei se valeu ou não a pena e porquê não ou sim. 
Eu gostaria apenas de ler a maior quantidade possível de livros nesses meses para libertar-me cada vez mais da ignorância de ser uma aluna do Ensino Médio. Desejo que esses meses sejam os mais demorados e breves possíveis, os mais vagarosos e mais ligeiros que já se passaram. Enfim eu quero vagarosamente ir trilhando o caminho de tornar-me quem sou com os olhos bem abertos e o coração disposto a correr riscos.

Autismo

Os sintomas apresentados nessa síndrome,apesar de parecerem admitir uma certa homogeneidade no que se refere a prejuízos no estabelecimento de interações, na linguagem e no comportamento, podem exibir muitas variações de uma criança para outra.
Toda essa variedade de sintomas entre uma criança e outra  contribui possivelmente para que se torne mais difícil traçar um perfil único e exclusivo de um transtorno com o autismo. 


Acima estão os 14 sintomas cardeais para o reconhecimento do transtorno autista. 
Se uma pessoa apresentar pelo menos cinco desses sintomas de forma persistente e em idade inadequada, pode ser formulada a hipótese de autismo e a família deve ser orientada a buscar um médico especialista.


O transtorno autista apresenta-se como uma desordem no desenvolvimento que se manifesta desde o nascimento, de maneira grave e por toda a vida. Acomete certa de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum entre meninos do que entre meninas. Quando a menina é acometida, normalmente, os sintomas são mais graves.




O autismo é caracterizado por respostas anormais a estímulos auditivos e/ou visuais e por problemas graves na compreensão da linguagem oral. A fala custa a aparecer e, quando isso acontece, podemos observar a ecolalia(repetição das palavras), o uso inadequado de pronomes, estrutura gramatical e grande inabilidade para usar termos abstratos.

Observamos também uma grande dificuldade de desenvolver relacionamentos interpessoais, pois os autistas não se interessam pelas outras pessoas, dispensam o contrato humano e apresentam também dificuldade no desenvolvimento de outras habilidades sociais, principalmente na linguagem verbal e na corpórea (gestos, mímicas etc). Esses problemas de relacionamento social aparecem antes dos cinco anos de idade, caracterizando-se, por exemplo, por uma incapacidade de desenvolver o contato olho a olho, de participar de jogos em grupo, de manter contatos físicos etc. A pessoa com autismo pode, ás vezes, aparecer com um choro sem controlo ou dar gargalhadas, sorrisos, aparentemente sem causa. É  comum não apresentar medo do perigo (altura ou automóveis se locomovendo) e fazer movimentos corporais como o "balançar".


“O autismo não é um transtorno com uma causa, mas um grupo de transtornos relacionados com muitas causas diferentes” (Autismo: Manual para as Famílias).

A inteligência pode variar muito nessa população. Certa de 70% das pessoas com transtorno autista apresentam um RETARDO DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR - do mais leve até o severo. Outros 20% podem apresentar uma inteligência dentro dos padrões de normalidade e uns 10%  têm eventualmente uma inteligência acima da normalidade, definindo o que nós chamamos de AUTISMO DE ALTO FUNCIONAMENTO, no qual notamos uma outra forma de mente, estrutura em padrões diferentes dos normais característicos do ser humano. 


O Autismo de Alto Funcionamento, também conhecido como Transtorno de Asperger, tem como características essenciais o "comprometimento grave e persistente da interação social. [...] e no desenvolvimento de padrões restritivos e repetitivos de comportamento, interesses e atividade". A linguagem desenvolve de forma normal, o que permite diferenciar esse transtorno dos demais, nos quais há atrasos e até mesmo a perda da fala. Como exemplo, podemos citar o personagem de Dustin Hoffman no filme Rain Man

TRATAMENTO

Os profissionais das áreas envolvidas devem usar procedimentos e técnicas em comum, discutindo com os pais sobre as necessidades da criança e sobre o que ela consegue entender e executar. Para isso, sugerimos eleger um profissional de apoio, com o objetivo de organizar e orientar o tratamento, assim como analisar a evolução do quadro do paciente.

O tratamento medicamentoso passa a ser importante, principalmente quando a pessoa com autismo apresenta problemas de comportamento de difícil controle. Muitos pais oferecem uma forte resistência a esse tratamento por temerem reações adversas e por não receberem orientações e informações mais precisas. No entanto, vários tipos de medicamento já comprovaram alguns benefícios recompensadores, ajudando a melhorar a convivência familiar, a diminuir a hiperatividade assim como os comportamento auto-agressivos, as obsessões etc. Esse tratamento poderá servir de complemente, beneficiando as terapias diversas.

Devemos lembrar que as crianças com autismo sempre apresentam avanços com ou sem tratamentos, mas tratar o autismo é ter como meta principal minimizar a dependência, garantindo, assim, sua autonomia, e isso ela não consegue sozinha.

Créditos:
Facion, José Raimundo.
     Transtorno do desenvolvimento e do comportamento
Páginas: 26, 27, 28, 53 e 63.

7 de julho de 2013

"Vazio"


A migração dos valores na direção das aparências reforça o exibicionismo: prevalecem os prazeres da vaidade, efêmeros e que deixam um vazio.

É sempre bom lembrar que a origem etimológica da palavra "vaidade" é a mesma de "vão" ou de "vazio": um prazer efêmero que redunda em nada!

Sacrificar uma vida interior rica (que nos alimenta de autoestima e nos dá a sensação de dever cumprido) em nome da vaidade é grave engano.

Não é por acaso que, nesses tempos em que reina o "ter" e o "aparecer" as pessoas estejam frustradas, bebendo (e se drogando) mais e mais.

Em um período em que a aparência é o mais importante, prevalecem a inveja, a rivalidade e competição violentas: não estamos no bom caminho!

Os que não pretendem aderir ao que está aí tendem a buscar para si outro caminho: o de uma vida interior rica em projetos e valores sólidos.

Flávio Gikovate 

27 de junho de 2013

#Parte 4: A Nova Visão de Deus

O Renascimento trouxe consigo uma nova visão de Deus. Quando a filosofia e a ciência se separaram da teologia, começou a surgir paulatinamente uma nova forma de devoção, uma nova religiosidade cristã. Então veio o Renascimento com sua nova visão do homem. E isto também foi importante para a prática religiosa.




Na Igreja católica da Idade Média, a liturgia latina e suas orações rituais haviam sido a verdadeira espinha dorsal do serviço religioso. Somente padres e monges liam a Bíblia, pois ela só existia em latim.

Contudo, durante o renascimento, a Bíblia foi traduzida do aramaico e do grego para as línguas nacionais. E isto foi importante para a chamada Reforma...


Bíblia traduzida para o alemão por Martinho Lutero

Novas interpretações da Bíblia

Com a difusão da imprensa, aumentou o número de exemplares da Bíblia disponíveis aos estudiosos, e um clima de reflexão crítica e de inquietação espiritual espalhou-se entre os cristãos europeus. Surgia, assim, uma vontade individual de entender as verdades divinas, sem a intermediação dos padres. 
Muitos questionavam o comportamento dos padres e do papa, alegando que a Igreja se desviara de seus princípios originais e vivia envolvida em situações comprometedoras, tais como o comércio de indulgências - que era o perdão oferecido pela Igreja aos fiéis - comércio de simonia - coisas sagradas - como espinhos, falsos, que coroaram a fronte de Cristo, fios de cabelo da Virgem Maria, objetos pessoais de santos, etc. 

Reforma Luterana: Luteranismo

              Uma das pessoas que discordava do comportamento da Igreja era Martinho Lutero, um monge católico que nasceu em Eisleben, na Alemanha. 
        Para ele, o homem não precisava tomar o atalho da Igreja ou de seus sacerdotes para conseguir o perdão de Deus. Muito menos o perdão de Deus dependia de uma soma paga à Igreja em troca de indulgência. 
            Ele queria voltar às origens do cristianismo. "Somente as Escrituras", dizia ele. Com esta palavra de ordem, Lutero pretendia "voltar às fontes" do cristianismo, assim como os humanistas do Renascimento queriam voltar às fontes da arte e da cultura da Antiguidade. 
            Lutero dizia que o homem não obtinha o perdão de Deus e a libertação de seus pecados por meio dos rituais da Igreja. Para ele, a redenção era concedida ao homem de forma "inteiramente grátis", através unicamente da fé. E ele chegada a isto com as leituras da Bíblia.


Outros personagens também foram importantes ao se romperem com a Igreja Católica e formar uma nova religião baseada em alguns interesses próprios. O rei Henrique VIII fundou o Anglicanismo e João Calvino o Calvinisno.

Para saber mais sobre essas duas religiões formadas durante a Reforma Protestante:





Esta é a última parte desta aventura pelo Renascimento! 

A nossa próxima parada será a cultura barroca.

17 de junho de 2013

#Parte 3: Novo Método Científico


Novos instrumentos e outras invenções começaram a se suceder em ritmo cada vez mais acelerado. Um instrumento importante foi, por exemplo, o telescópio, que criou condições absolutamente novas para a astronomia. Este novo método tratava-se de investigar a natureza por meio dos próprios sentidos. O princípio vigente agora era o de que a investigação da natureza devia se construir fundamentalmente na observação, na experiência e nos experimentos. Chamamos este método de método empírico.

Visão Heliocêntrica do Mundo

Em 1543, surgiu uma obra intitulada Das revoluções dos mundos celestes. Nesta obra, Copérnico afirmava que o Sol ocupa o centro do Universo e a Terra gira ao seu redor.
Isso era um absurdo para a maioria das pessoas de então, pois, olhando para o céu tem-se a impressão de que o Sol é que se move ao redor da Terra. O heliocentrismo também era chocante para essa época porque contrariava a teoria de que a Terra era o centro do universo, proposta pelo filósofo Claudio Ptolomeu no século II e aceita desde a Antiguidade.

Representação dos sete planetas em torno do Sol de acordo com a visão proposta por Copérnico  A imagem integra a obra Harmonia macrocósmica  e Andreas Cellaruis, publicado em Amsterdã em 1660.

As ideias de Copérnico não tinham nenhuma prova dos movimentos circulares, a não ser a antiga concepção de que os corpos celestes eram esferas que descreviam trajetórias circulares, simplesmente porque eram "celestiais. Desde os tempos de Platão, as esferas e os círculos eram considerados as figuras geométricas perfeitas. 

No século XVI, Giordano Bruno foi condenado à morte na fogueira por defender ideias semelhantes.  

Em inícios do século XVII, o astrônomo alemão Johannes Kepler apresentou os resultados de exaustivas observações, que provavam que os planetas se moviam em trajetória elípticas, ou ovais, em torno de um foco, o Sol. Ele também comprovou que os planetas se movimentam tanto mais rapidamente quanto maior é a sua proximidade do Sol. Por fim, provou ainda que um planeta se movimenta tanto mais lentamente quanto maior é a distância que o separa do Sol. Somente com os estudos de Kepler ficou claro que a Terra é um planeta como todos os outros. Kepler afirmou também que essas mesmas leis físicas valem para todo o universo.

No início do século XVII, as teoria de Copérnico foram testadas por Galileu Galilei. Observando o movimento dos planetas, Galileu confirmou algumas das teorias de Copérnico e publicou livros relatando suas descobertas.
Galileu também foi perseguido por membros da Igreja que sentiam sua autoridade ameaçada por novas teorias. Ele negou publicamente suas ideias para não morrer na fogueira. Em 1979, mais de três séculos depois da perseguição a Galileu, o papa João Paulo II ordenou um reexame do processo contra ele e, em 1992, reconheceu o erro do Vaticano na época.

O documentário Mentes Brilhantes relata uma breve história de quatro físicos que mudaram a nossa percepção do cosmos. Na primeira parte apresenta-se Galileu Galilei, desde as suas primeiras críticas as teorias de Aristóteles até a formulação de sua teoria e a negação desta diante a Igreja Católica.




Com a ajuda de um telescópio, Galileu Galilei observou os corpos celestes. Ele também descobriu que o planeta Júpiter tem quatro luas. A Terra não era, portanto, o único planeta que tinha lua. O mais importante ,contudo, é que Galileu descobriu a chamada lei da inércia, porém sua formulação não foi feita por ele, mas por Isaac Newton.




Neste segundo vídeo termina-se a história de Galileu e  se inicia a de Isaac Newton. Devemos a ele a descrição definitiva do sistema solar e dos movimentos dos planetas. Ele não apenas conseguiu descrever como os planetas se movimentam ao redor do Sol como também explicar exatamente por que o seu movimento é como é. Newton mostrou que as mesmas leis válidas para os movimentos dos corpos também eram válidas para todo o universo. Com isto ele afastou do caminho antigas ideias medievais segundo as quais as leis "do céu" eram diferentes das da Terra. A visão heliocêntrica do mundo encontrou, assim, sua confirmação e uma explicação definitiva. Mas a fé do próprio Newton não foi abalada. Ele considerava as leis da natureza provas da existência de um grande e poderoso Deus. Já o mesmo não se pode dizer da imagem que o homem fazia de si mesmo.



Muitos biógrafos de Newton descrevem seu comportamento sensível e obcecado característico de uma doença maníaco-depressiva e admitem que nenhum humano normal seria capaz de escrever a obra-prima de Newton "Principia" em apenas 18 meses. Nesta obra, publicada em 1687,  Newton determina o movimento de todos os objetos, desde os mais simples aos mais complexos.

Capa da Obra-Prima de Isaac Newton



Que tipo de ações praticadas na Igreja era alvo de críticas da sociedade?

Quando surgiram  conflitos entre católicos e protestantes?

Quer saber a resposta das perguntas acima? 

Essas e outras estarão na quinta e última parte desta aventura pelo renascimento!

#Parte 5: A Nova Visão de Deus


15 de junho de 2013

#Parte 3: Nova Concepção de Vida do Renascimento


O mais importante produto do Renascimento foi uma nova visão do homem. Os humanistas do Renascimento desenvolveram uma crença totalmente nova no homem e em seu valor, o que se opunha frontalmente à Idade Média, período em que se enfatizava somente a natureza pecadora do homem. 
Durante toda a Idade Média, o ponto de partida sempre fora Deus. Os humanistas do Renascimento, ao contrário, têm como ponto de partida o próprio homem.

O humanismo do Renascimento foi muito mais marcado  pelo individualismo do que o humanismo da Antiguidade. Não somos apenas pessoas; somos indivíduos singulares. Este pensamento podia levar a uma adoração irrestrita do gênio. O ideal passou a ser, então, aquilo que chamamos de o homem renascentista. Entendemos por isto um homem que se ocupa de todos os aspectos da vida, da arte e da ciência. Além disso, a nova visão do homem mostrava-se também no interesse pela anatomia do corpo humano. 

Homem Vitruviano, Leonardo da Vinci

Como na Antiguidade, começaram-se a dissecar os mortos, a fim de se descobrir como era constituído o corpo humano.


A nova imagem do homem levou a uma concepção de vida absolutamente nova. O homem não existia apenas para servir a Deus, mas também para ser ele próprio. Por esta razão, o homem podia desfrutar aqui e agora e dua própria vida. E se o homem podia se desenvolver livremente, ele tinha possibilidades ilimitadas. Seu objetivo era ultrapassar todas as fronteiras.



Mas durante o Renascimento floresceu também aquilo que chamamos de "anti-humanismo". refiro-me com isto a uma Igreja e a um poder estatal autoritários. Durante o Renascimento houve também processos contra bruxos e bruxas, execuções em fogueiras, magia, superstição, sangrentas guerras religiosas e ainda a brutal conquista da América.
Nenhuma época é apenas boa ou apenas ruim.O bem e o mal perpassam toda a história da humanidade como dois fios de uma meada. E frequentemente se entrelaçam um no outro.

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Qual a contribuição de Copérnico, Kepler, Galileu Galilei e Isaac Newton para a humanidade?

Qual a importância da obra Principia de Isaac Newton?


Essas e outras informações você encontrará na #Parte 4!

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14 de junho de 2013

Zitate


Lernen besteht in einem Erinnern von Informationen,     die bereits seit Generationen in der Seele des Menschen wohnen. 

Sokrates

#Parte 2: Arte Renascentista

As ideias do humanismo também influenciaram os artistas. Durante a Idade Média, quase todos os pintores e escultores trabalhavam para a Igreja. Suas obras representava passagens da Bíblia, a vida de Jesus Cristo e dos santos. Com o humanismo, os artistas passaram a focam outros assunto, como temas relacionados aos gregos e romanos antigos, paisagens e retratos.

A Mona Lisa
Leonardo da Vinci - 1503
 
Pintura Medieval – circa de 1200
Autor Desconhecido
 
O quadro de Cristo é uma pintura da idade média. Não há profundidade, não há trabalho com as cores, não há “Chiaro escuro”. Quando comparamos este tipo de pintura com “A Mona Lisa” de Leonardo da Vinci, podemos compreender a importância do Renascimento, e o maravilhoso papel de Da Vinci na História da arte. Estes dois trabalhos também ilustram que a obra deve ser estudada em seu tempo, comparando com o que existia antes, e não com o que apareceu depois.

Uma premissa importante do Renascimento foi a transição da economia à base de troca para a economia monetária. No final da Idade Média, havia cidades de comércio intenso e de comerciantes experientes, com economia de base monetária e sistema bancário. Desta forma surgiu uma burguesia que havia conquistado certa independência com referência às necessidades vitais básicas. O que se precisava para viver comprava-se agora com dinheiro.


Qual foi a visão de mundo dos humanistas renascentistas? 
O que foi o anti-humanismo?

Você só saberá a resposta a estas perguntas se ver a #Parte 3 dessa viagem pelo Renascimento!

10 de junho de 2013

Renascimento #Parte 1

Por Renascimento entende-se uma período abrangente de apogeu cultural que se iniciou em fins do século XIV. 

Giovanni Bellini

Este movimento começou no Norte da Itália e depois se expandiu rapidamente rumo ao norte ao longo dos século XV e XVI.

Depois da longa Idade Média que via todos os aspectos da vida a partir de um prisma divino, o homem volta a ocupar o centro de tudo, chamamos isto de humanismo do Renascimento. 
A égide deste movimento era a seguinte: "De vota às fontes!", e a principal fonte era o humanismo da antiguidade. "Desenterrar" esculturas antigas e manuscritos da Antiguidade tornou-se quase um esporte popular. O estudo do humanismo grego também tinha um objetivo pedagógico: o estudo de temas humanistas levava uma "formação clássica", capaz de elevar o homem a um nível superior de existência.


O Renascimento significou uma fase de alargamento dos limites humanos. O novo espírito de investigação proporcionou progressos técnicos e conceituais,                        além de questionamentos religiosos que abriram caminhos para as reformas religiosas.


Os três inventos da imagem acima                                                    - a impressão de livros, a bússola e a pólvora -                      foram os pressupostos mais importantes para a nova era, que chamamos de Renascimento.

A bússola facilitou a navegação. 
Em outras palavras, ela foi um pressuposto importante para os grandes descobrimentos.                                                                                               

O mesmo vale para a pólvora. 
As novas armas trouxeram a supremacia europeia sobre as culturas americana e asiática. Mas também na Europa a pólvora foi de grande importância. 

E a impressão de livros foi importante para difundir os novos pensamentos do Renascimento humanista. 
Em 1540, Johannes Gutenberg inventou o sistema de impressão com tipos móveis. 
Até então, os textos eram copiados à mão, um trabalho lento sujeito a muitos erros. 
Com a invenção da imprensa, os livros se tornaram mais acessíveis a um público muito maior e mais fiéis ao original.


Em que artistas do Renascimento se inspiraram para pintar quadros                                   e fazer esculturas?

Foi no Renascimento que passaram a usar o dinheiro como moeda de troca? 

Essas questões serão respondidas na #Parte 2 sobre o Renascimento!


24 de maio de 2013

Religiões Tradicionais da África

As religiões tradicionais da África estão muito ligadas aos diferentes grupos étnicos do continente, dos quais mais de 700 estão ao sul do Saara. Há grande diversidade de práticas e crenças, mas a existência de algumas importantes características comuns permite que se façam algumas observações gerais. Como não têm livros sagrados, as religiões africanas tradicionais baseiam-se em mitos e rituais transmitidos oralmente, por tradição e costume.


Podem ser descritas como sistemas de crenças e rituais que estão mais fortemente associados à experiência diária do que a princípios metafísicos e morais que prometem a salvações individual em um outro mundo espiritual. O mal e o infortúnio, portanto, são vistos como fruto da perversidade humana e de desordem dentro da harmonia correta das coisas, podendo ser retificadas através de conciliação e de curas (ao invés das ações de poderes sobrenaturais).

Em geral, afirma-se a existência de um Deus supremo ou princípio último, mas dá-se maior atenção a uma série de deidades e espíritos secundários. A partir do século 17, à medida que a colonização europeia prosseguia, a ideia de um Deus supremo foi se torando mais importante, provavelmente como consequência da desintegração das instituições políticas tradicionais locais. Após o contato com o cristianismo e o Islã, muitos africanos reconheceram seu Deus supremo como o mesmo dessas religiões, o que permitiu uma síntese de certos aspectos das diferentes tradições.


Na maioria dos sistemas africanos de crenças, os espíritos ancestrais são particularmente importantes. Crê-se que os espíritos dos líderes do clã ou família continuam a cuida do bem-estar de seus descendentes e fazem-se esforços consideráveis para obter os favores dos espíritos através de orações e sacrifícios. Há ainda outros seres espirituais, entre os quais os espíritos malignos, cujo poder pode ser utilizado por feiticeiros e bruxos. O uso de amuletos e encantamentos para afastar feitiçarias também é muito comum. Em muitas partes da África subsaariana, o rei ou chefe era tradicionalmente reverenciado como semidivino e provia a liderança moral e religiosa. Diversas categorias de indivíduos lidam também com a vida espiritual: sacerdotes, herbanários, médiuns, possuídos pelo espírito de um deus ou ancestral, e adivinhos, que preveem o futuro através de atos de magia, como jogar ossos.

Os rituais comunais são mantidos para objetivos específicos, como trazer chuva ou abençoar a colheita. Ritos de passagem marcam os momentos decisivos da vida do indivíduo e mantêm a coesão da comunidade. Os locais sagrados tanto podem ser de tipo natural (um bosque, uma árvore), como edificações sagradas, semelhantes a grandes templos, dedicados a um deus ou espírito, e em cujo interior podem estar guardadas imagens ou objetos sagrados.