1 de fevereiro de 2014

#Parte 5: Martinho Lutero e a Reforma Protestante

Esta é uma postagem extra acerca dessa nossa aventura pelo Renascimento, e antes de lermos um pouco mais a fundo as ideias de Martinho Lutero, vamos a um vídeo.




Martinho Lutero e a Reforma Protestante

Quando a filosofia e a ciência se separaram da teologia, começou a surgir paulatinamente uma nova forma de devoção, uma nova religiosidade cristã. Então veio o Renascimento com sua visão de homem. E esta foi muito importante para a prática religiosa, já que mais importante do que a relação com a Igreja enquanto instituição era a relação pessoal de cada um para com Deus.
Na Igreja católica da Idade Média, a liturgia latina e suas orações e rituais haviam sido a verdadeira espinha dorsal do serviço religioso. Somente padres e monges liam a Bíblia, pois ela só existia em latim. Contudo, durante o Renascimento, a Bíblia foi traduzida do aramaico e do grego para as línguas nacionais. E isto foi importante para  a chamada Reforma.

Um dos personagens principais a cerca da Reforma foi Martinho Lutero, um teólogo que não concordava com algumas atitudes da Igreja católica da época, como o comércio de indulgência, publicando suas ideias sob a forma de 95 teses. Essas proposições se tornaram muito populares, pois tiravam da Igreja e davam a cada pessoa a responsabilidade por sua própria salvação. Essas teses, porém, iam contra os interesses da Igreja católica que excomungou Lutero em 1521. Martinho Lutero criou então sua própria religião: O luteranismo. 




Para Lutero, o homem não precisava tomar o atalho da Igreja ou de seus sacerdotes para conseguir o perdão de Deus. Muito menos o perdão de Deus dependia de uma soma paga à igreja em troca de indulgência. Ele queria "voltar ás fontes" do cristianismo, tal como lemos no Novo Testamento. O teólogo alemão foi o responsável por traduzir a Bíblia para o alemão. Assim cada um deveria ter acesso à sua leitura, a fim ser o pastor de si mesmo, por assim dizer.

- Pastor de si mesmo? Isto não era ir longe demais?

Lutero achava que os padres de forma alguma desfrutavam de uma relação mais privilegiada com Deus. Por motivos práticos, as comunidades luteranas empregavam padres que conduziam o serviço religioso e realizavam as tarefas cotidianas da Igreja. Mas Lutero dizia que o homem não obtinha o perdão de Deus e a libertação de seus pecados por meio dos rituais da Igreja. Para ele, a redenção era concedida ao homem de forma "inteiramente grátis", através unicamente da fé. E ele chegara a estas conclusões com as leituras da Bíblia

Créditos

Tudo é história, Oldimar Cardoso, 7º ano do ensino fundamental
Página: 29

30 de novembro de 2013

IMMER!



Willkommen in meinem neuen Leben

Alles sieht jetzt anders aus
Ich will tanzen, nicht nur reden
Geb mir selber einen aus
Kein Auto, das mein Konto leer frisst
Mein Telefon hab ich verkauft
Und weil mein Kühlschrank immer leer ist
Geh ich heute wieder aus


Denn es gibt immer einen Grund zu feiern

Immer einen Grund
Von Hamburg City bis ins tiefste Bayern
Es gibt immer, es gibt immer einen


Ich will nicht länger Münze werfen

Nicht mehr nur Kopf oder nur Zahl
Lass mich von niemandem mehr nerven
Werd keine Rechnung mehr bezahlen
Ich mach mich schick, genau wie gestern
Für die nächste Feierei
Sollen die Leute weiter lästern
Ich bin jetzt endlich wieder frei


Denn es gibt immer einen Grund zu feiern

Immer einen Grund
Von Hamburg City bis ins tiefste Bayern
Es gibt immer, es gibt immer


Denn es gibt immer einen Grund zu feiern

Immer einen Grund
Von Hamburg City bis ins tiefste Bayern
Es gibt immer, es gibt immer einen


Ich bin hier, ich bin da

Ich vergess' alles, was war
Ich werd mich nie mehr beklagen
Sondern jetzt endlich was wagen


Denn es gibt immer einen Grund zu feiern

Immer einen Grund


Es gibt immer, es gibt immer immer immer einen Grund yeah

Immer einen Grund yeah, immer einen Grund yeah
Es gibt immer, es gibt immer einen









17 de novembro de 2013

Os espiões


Até hoje não se explicar por que a perspectiva de estar face a face com Ariadne provocava aquela sensação, ao mesmo tempo de pânico e cálida antecipação, com epicentro no meu estômago. Eu não sabia o que iria fazer em Frondosa, só sabia que, fosse o que fosse, definiria a minha vida. Ou talvez a sensação de calor na boca do estômago fosse comum a todos que se aproximam da boca de um labirinto. Deve haver uma palavra em alemão para o medo de desaparecer para sempre.


Os espiões é um livro de Luís Fernando Veríssimo que tem como objetivo nos colocar diante de um labirinto para, assim, seguirmos as pistas juntamente como os protagonistas do livro na procura de uma figura mitológica que resolveu reviver entre nós com o nome de Ariadne. Com uma escrita peculiar que encanta a todos pelas suas revelações que incluem vingança e suicídio. Escrito em primeira pessoa acompanhamos o mudar de uma rotina e o voltar a ela. Entre o começo e o fim conhecemos a transição do camaleão em Dionísio, e de Dionísio frustado a um legítimo camaleão.

12 de novembro de 2013

Freund


- Você acredita que podemos conhecer cada átomo de uma pessoa?
- Como assim?
- Podemos ter um conhecimento real e verdadeiro a cerca do comportamento humano? Convivendo com uma pessoa podemos descrevê-la e conhecer mais dela mesma do que ela conhece?
- Acredito que sim, já que muitas vezes temos impressões erradas de nós mesmos.
- E por quê fazemos isso?
- Acho que assim a pessoa não precisa encarar a realidade, fica mais fácil de se iludir, entende?
- Sim, mas qual é o limite que delimita o que sabem de nós? Somos responsáveis por opiniões incertas a cerca do que somos e do que poderemos ser?
- O limite é aquele que estabelecemos ao conhecermos as pessoas. Cada pessoa sabe de uma parte da gente, assim essa parte fica como se gravada. Muitas vezes gostamos de deixá-la imutável, como se fosse assim e pronto. Como se já fôssemos prontos e acabados.
- Então, cada pessoa sabe de uma parte de nós, certo?
- Certo.
- E a partir dessa parte recolhida de nós, essa pessoa tende a identificar o que gostamos ou não, certo?
- Sim.
- Alguém que você conhecia e julgava ser seu melhor amigo já te identificou e essa identificação te deixou surpresa?
- Infelizmente sim.
- Por que "infelizmente"?
- Bom, para denominarmos uma pessoa de "melhor amiga", esta deve ter participado de alguns momentos importantes de nossa vida, ficando assim gravados conosco. É surpreende como opiniões alheias nos afetam de uma maneira surpreendente, não sei você, mas eu me sinto assim. É como se todo o tempo que passamos com um suposto "melhor amigo" fosse perdido, fosse apenas um grande tempo perdido. E tudo pode de desmanchar aos poucos.
- O que você fez para que tudo voltasse ao normal?
- Nunca tive muitas forças pra lutar, nem ânimo. Eu realmente fiquei triste e surpresa, muito surpresa. Hoje, sei que lidar com pessoas não é um dom pelo qual eu nasci, mas que posso aprimorá-lo. Acredito que quando uma pessoa te faz mal, existe outra que te fazerá bem, é só esperarmos para que a pessoa certa chegue e nos ajude a redescobrir o lado bom da vida.

31 de outubro de 2013

OITO

"Às vezes eu faço isso de vestir um terno preto que eu tenho para ocasiões formais, como enterros, e pegar uma pasta vazia que comprei em um brechó. Só que não vou para a escola.        
Eu treino ser adulto, fingindo que estou indo para o trabalho.                 Caminho em direção à estação de trem, e, cerca de uns dois quarteirões dali, eu me junto às outras pessoas de ternos carregando pastas.                           Estudei suas expressões mortas o suficiente para me misturar a eles.         Marcho como um soldado, imitando os passos, balançando minha maleta vazia do mesmo jeito - quase em passo de ganso.                                          
Eu insiro moedas nas máquinas no lado de fora da estação e pego um jornal de papel à moda antiga, que enfio debaixo do braço, só para me confundir com a multidão.                              
Pego minha passagem na máquina.                                                           
Desço pela escada rolante.                                                                         
Então fico parado como zumbi esperando o trem chegar.                                 Eu sei que isso vai parecer errado, mas sempre que visto meu terno de enterro, vou para a estação de trem e finjo que tenho um emprego na cidade, isso sempre me faz pensar nos trens nazistas que levavam os judeus da Segunda Guerra Mundial para os campo de concentração. Herr Silverman nos ensinou sobre isso. Eu sei que é uma comparação horrível, talvez até ofensiva, mas aguardando ali na plataforma, entre os homens de terno, sinto que estou esperando para ir para alguma lugar horrível, onde tudo o que é bom acaba e, em seguida, a miséria perdura para todo o sempre - o que me faz lembrar das terríveis histórias que aprendemos nas aulas sobre Holocausto, seja isso ofensiva ou não.                                Quer dizer, nós ganhamos a Segunda Guerra Mundial, certo?                    E, no entanto, todos esses adultos - filhos, filhas e netos de nossos heróis da Segunda Guerra - continuam a entrar em trens da morte metafóricos, mesmo tendo derrotado os nazifascistas há muito tempo. Portanto, cada americano é livre para fazer o que quiser aqui neste grande país supostamente livre. Por que não usam sua liberdade para buscar a felicidade?"

PERDÃO, LEONARD PEACOCK
MATTHEW QUICK