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5 de abril de 2013

A Nova Ordem Mundial


" O mal-estar, para usar um eufemismo, com que  o ser humano comum se põe frente ao mundo da política tem a ver especificamente com a  condição italiana ou é de algum modo inevitável?

Acredito que atualmente estamos frente a um fenômeno novo que vai além do desencanto e da desconfiança recíproca entre os cidadãos e o poder e tem a ver com o planeta inteiro. O que está acontecendo é uma transformação radical das categorias com que estávamos acostumados a pensar a política. A nova ordem do poder mundial funda-se sobre um modelo de governamentalidade que se define como democrática, mas que nada tem a ver com o que este termo significava em Atenas. E que este modelo seja, do ponto de vista do poder, mais  econômico e funcional é provado pelo fato de que foi adotado também por aqueles regimes que até poucos anos atrás eram ditaduras. É mais simples manipular a opinião das pessoas através da mídia e da televisão do que dever impor em cada oportunidade as próprias decisões com a violência. As formas da política por nós conhecidas – o Estado nacional, a soberania, a participação democrática, os partidos políticos, o direito internacional – já chegaram ao fim da sua história. Elas continuam vivas como formas vazias, mas a política tem hoje a forma de uma “economia”, a saber, de um governo das coisas e dos seres humanos. A tarefa que nos espera consiste, portanto, em pensar integralmente, de cabo a cabo, aquilo que até agora havíamos definido com a expressão, de resto pouco clara em si mesma, “vida política”."



Giorgio Agamben, em entrevista concedida a Peppe Salvà e publicada por Ragusa News,                    16-08-2012.
A tradução é de Selvino  J. Assmann, professor de Filosofia do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e postada no blog da boitempo.

6 de dezembro de 2011

FHC

Ontem no programa Roda Viva o entrevistado da vez foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que falou sobre  política, economia e a sociedade brasileira e mundial.
Uma das partes mais interessantes do programa são as charges do cartunista Paulo Caruso.
Algumas que fizeram partes do programa de ontem estão aqui.

Há 8 anos fora do poder, acaba de lançar o livro “A Soma e o Resto: um olhar sobre a vida aos 80 anos”, no qual faz revelações sobre a vida particular e sobre a política.

O sociólogo aderiu a rede social para usufruir da modernidade.





Foi-se

Carlos Lupi foi o sétimo, sim o sétimo ministro a cair no primeiro ano de governo da primeira presidenta do Brasil Dilma Roussef.
Lupi comandava o ministério do Trabalho e renunciou no domingo dia 4 após acusações de corrupção, declarações polêmicas  e perda de apoio entre os próprios colegas de partido do PDT.

Acusações
  • Carlos Lupi foi acusado de ter acumulado, durante quase cinco anos, entre 2000 e 2005, dois cargos de assessor parlamentar em órgãos públicos distintos (Câmara dos Deputados e Câmara Municipal do Rio de Janeiro). Foi apontado ainda como funcionário "fantasma" da Câmara entre 2000 e 2006. A Câmara chegou a abrir sindicância para investigar o assunto, mas Lupi negou fraudes e disse que devolveria o dinheiro.
  • A confirmação de que, em 2009, ele viajou em companhia de Adair Meira, empresário de Goiânia que dirige ONGs beneficiadas foi publicada pela revista "Veja" em 12 de novembro. A reportagem disse que o empresário teria acompanhado Lupi e "providenciado" um dos voos do ministro no interior do Maranhão, em dezembro de 2009, num avião particular tipo King Air.
Declarações

  • Em sua primeira aparição após as denúncias, no dia 8 de novembro, ele disse que só sairia do cargo "abatido à bala". "Tem de ser uma bala pesada, porque sou pesadão",
  • Dois dias depois, diante da repercussão da fala, Lupi se desculpou declarando amor pela presidente Dilma Rousseff durante depoimento na Câmara. "Presidente, desculpe se eu fui agressivo, não foi minha intenção, eu te amo"
Dentre os setes ministros que deixaram o cargo neste governo, seis saíram por causa de denúncias de corrupção.
O primeiro a deixar o cargo foi Antonio Palocci ( Casa Civil).
Na sequência, saíram Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura), Orlando Silva (Esporte) e Carlos Lupi (Trabalho).
Nelson Jobim (Defesa) saiu por divergências.

Eu acho que a saída de 7 ministros em um ano está adequado, pois todos saíram por sérios motivos e se isso fizer com que a corrupção diminua teremos benefícios em escala nacional, as mudanças (espero eu) virão espontaneamente e sem mais estagnações temporárias.