12 de abril de 2017
Breve
Meu último post foi há 4 semanas! Muitas coisas aconteceram nesse tempo, visto que iniciar um curso superior em uma universidade pública possibilita o engrandecimento de possibilidades. Tudo isso envolto de uma diversidade jamais vista por mim. Sinto-me privilegiada por estar onde estou, embora ainda não tenha a dimensão certa do quanto essa experiência pode mudar toda minha trajetória. Por ora tenho apenas alguns minutos para escrever, desse modo, concluo minhas breves considerações. Entretanto, há de se muito a relatar sobre.
17 de março de 2017
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Amanhã será um dia super esperado! Lembro que já senti algo parecido, mas agora a dimensão é bem maior. Hoje estou com o pé no chão, compreendo que não será um mar de rosas, é o início de diversas mudanças boas e ruins. Voltar a ter a sensação de liberdade sem fronteiras me trará alegria e responsabilidade. Estamos todos condenados a ser livres e quando não se mora mais com os pais, a condenação parece maior. Essa semana foi uma mistura de tristeza pelas perdas familiares e animação pelo novo mundo que se abrirá diante de mim em poucos dias. Escolher fazer seu próprio destino é doloroso, requer esforço, força de vontade, ânimo firme! Tornar-te aquilo que és provoca ferimentos que só podem ser curados por nós mesmos.
Vou-me embora pra São Carlos
"Agora eu quero ir pra me reconhecer de volta
Pra me reaprender e me apreender de novo"
Vou-me embora pra São Carlos
17 de fevereiro de 2017
#desafio 1: redes sociais
Após ler a postagem de Leandro Karnal, veio-me a mente o quanto estou desperdiçando meu tempo com as redes sociais em paralelo diminuindo minha capacidade de concentração em leitura mais profundas. Assim, tive um insight que deixo aqui registrado: que tal diminuir/não entrar nas redes sociais durante um período de minha graduação? que tal encontrar outros modos de aliviar o stress cotidiano? que tal voltar-me a leitura de clássicos?
Entendo o impacto das redes sociais nas nossas vidas, isso me assusta e vislumbra ao mesmo tempo. Ao assistir Mr. Robot percebi o quanto estamos vulneráveis ao disponibilizar nosso cotidiano, nossos pensamentos, nossas vidas em todas as esferas na internet. No entanto, há de se levar em conta o quanto nós somos responsáveis pelo modo que gerenciamos nossos dados, o quanto escolhemos nos expor ou nos reservar, bem como a maneira de administrar nosso tempo no computador. Estamos usando a ferramenta ou sendo usados por ela?
Calligaris contou no Roda Viva como escrever uma coluna o fez ter uma vida mais interessante, pois assim deveria fazer algo durante a semana que fosse notável para registrar aos seus leitores. Esse é um dos meus desejos para o futuro do blog, as crônicas tem sido um meio de iniciar minhas impressões sobre determinados assuntos. A ideia primordial é ter rigor e disciplina para escrever alguma coisa com constância. Estabelecer um prazo a cumprir comigo mesma. Há meses tento isso, então gostaria de deixar essa ideia como alternativa a uma das razões de eu entrar em redes sociais: aliviar o stress.
Entendo o impacto das redes sociais nas nossas vidas, isso me assusta e vislumbra ao mesmo tempo. Ao assistir Mr. Robot percebi o quanto estamos vulneráveis ao disponibilizar nosso cotidiano, nossos pensamentos, nossas vidas em todas as esferas na internet. No entanto, há de se levar em conta o quanto nós somos responsáveis pelo modo que gerenciamos nossos dados, o quanto escolhemos nos expor ou nos reservar, bem como a maneira de administrar nosso tempo no computador. Estamos usando a ferramenta ou sendo usados por ela?
Calligaris contou no Roda Viva como escrever uma coluna o fez ter uma vida mais interessante, pois assim deveria fazer algo durante a semana que fosse notável para registrar aos seus leitores. Esse é um dos meus desejos para o futuro do blog, as crônicas tem sido um meio de iniciar minhas impressões sobre determinados assuntos. A ideia primordial é ter rigor e disciplina para escrever alguma coisa com constância. Estabelecer um prazo a cumprir comigo mesma. Há meses tento isso, então gostaria de deixar essa ideia como alternativa a uma das razões de eu entrar em redes sociais: aliviar o stress.
10 de fevereiro de 2017
#3 sobre passar em uma universidade federal
Na terça-feira dessa semana fui à São Carlos fazer requerimento de matrícula. A viagem de ida-volta durou cerca de 10 horas, nesse tempo muita coisa pairou sobre minha mente. O desafio de recomeçar em uma cidade desconhecida, a alegria de poder estudar em uma das universidade mais conceituadas do Brasil juntamente com a responsabilidade que isso acarreta, bem como a vontade de querer expandir horizontes. Ano passado tive momentos de confusão, indecisão, apatia, isolamento. Crises de choro intermináveis, dores abdominais agudas, pensamentos negativos frequentes, sensibilidade a flor da pele, perda de apetite, insônia. Eu tive depressão e admitir foi doloroso. Em meio a tudo isso, decidi que deveria seguir uma meta como se fosse a última coisa que faria: a de mudar de curso, de cidade, se fosse necessário, de estado. Com um planejamento minucioso e motivação, estudei o máximo que pude, sempre respeitando meus limites e necessidade. Ainda assim, senti que não tinha dado o meu melhor no enem, contudo, gradualmente foquei nos vestibulares seguintes. Em janeiro, ao ver o resultado senti que cumpri minha meta, de modo cauteloso controlei minha expectativa e no final deu tudo certo: passei em primeiro lugar! Eu que sempre fui uma aluna mediana mais preocupada em aprender o conteúdo a tirar excelentes notas, eu que morria de tédio na adolescência por não fazer nada, eu que fui rotulada de "tímida", "quieta", "estranha" durante a escola, eu passei em primeiro lugar.
"Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades"
Tio Ben
"O único modo de sair do fundo do poço é escalando-o"
"Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades"
Tio Ben
"O único modo de sair do fundo do poço é escalando-o"
2 de janeiro de 2017
#2 Mudar é um ato de coragem
É tão agradável começar bem um novo ciclo! Por mais que seja apenas uma formalidade, iniciar um ano também é iniciar novas metas, novos desafios, novas esperanças, novas expectativas, novas oportunidades, novas possibilidades. Há de se mudar gradualmente, pois não acredito em mudanças repentinas e pouco elaboradas. Como já bem escreveu Maquiavel, toda mudança acarreta outras mudanças, assim, é preciso gastar tempo com planejamento a fim de que o efeito dominó possibilite o maior número de mudanças positivas.
Na grande parte das vezes, sinto-me inspirada a escrever após assistir a um filme, uma série, um documentário ou algo do gênero. Também após ler um bom livro, uma reportagem ou algo do gênero. Hoje gostaria de mencionar um filme que me fez ter vontade de ser melhor, de começar um novo ciclo com coragem. Melhor impossível estreou no natal de 1997, não poderiam ter escolhido uma data mais adequada. O enredo gira em torno do escritor mal-humorado Melvin Udall que tinha uma vida bem regradinha até seu vizinho ser hospitalizado e sua garçonete preferida deixar de trabalhar por conta da saúde frágil do filho. Ter de cuidar do cachorrinho de seu vizinho foi a primeira mudança na rotina de Melvin, depois de algumas semanas já estava completamente familiarizado com o animal, para a surpresa de todos, inclusive dele mesmo. A segunda mudança provocou sentimentos novos em Melvin, cada vez mais sua vulnerabilidade se mostrava. Para o protagonista, todas essas mudanças tinham um fator agravante: ele é obsessivo-compulsivo. Quebrar sua rotina era algo fora de questão para Melvin, contudo, aos poucos, seu comportamento foi mudando. A grande questão desse post é: mudanças são necessárias.
Na grande parte das vezes, sinto-me inspirada a escrever após assistir a um filme, uma série, um documentário ou algo do gênero. Também após ler um bom livro, uma reportagem ou algo do gênero. Hoje gostaria de mencionar um filme que me fez ter vontade de ser melhor, de começar um novo ciclo com coragem. Melhor impossível estreou no natal de 1997, não poderiam ter escolhido uma data mais adequada. O enredo gira em torno do escritor mal-humorado Melvin Udall que tinha uma vida bem regradinha até seu vizinho ser hospitalizado e sua garçonete preferida deixar de trabalhar por conta da saúde frágil do filho. Ter de cuidar do cachorrinho de seu vizinho foi a primeira mudança na rotina de Melvin, depois de algumas semanas já estava completamente familiarizado com o animal, para a surpresa de todos, inclusive dele mesmo. A segunda mudança provocou sentimentos novos em Melvin, cada vez mais sua vulnerabilidade se mostrava. Para o protagonista, todas essas mudanças tinham um fator agravante: ele é obsessivo-compulsivo. Quebrar sua rotina era algo fora de questão para Melvin, contudo, aos poucos, seu comportamento foi mudando. A grande questão desse post é: mudanças são necessárias.
Assinar:
Postagens (Atom)