7 de setembro de 2015

Back to life

Mesmo depois de um mês de ter assistido Boyhood, ainda estou com essa linda canção na cabeça:


Bom, hoje estou a escrever com o intuito de registrar um relato um tanto inédito em minha vida: estou a 3 dias sem entrar no facebook e whatsapp. O motivo? Precisava de um tempo pra digerir o presente, passar um tempo com meus pais e comigo mesma. Com "digerir o presente" quero dizer que eu precisava entender o que está acontecendo comigo em relação às minhas colegas de quarto. Haveria realmente algum problema entre nós ou grande parte desse suposto problema não seria invenção minha? Cheguei a esta questão e refleti sobre. Fragmentei-a e a vi de diversos modos, assim consegui chegar a um acordo. 
Em vários momentos quis pegar o celular, ligar o wi-fi e saber se havia alguma mensagem a responder, contudo, embora eu tenha pensado nos 3 dias em fazer isso, a vontade foi diminuindo enquanto eu ficava mais tranquila. Agora ao voltar a ativa, sinto receio de todo aquele turbilhão de informações que caíram sobre mim. 

Sobre o que fiz nesses dias

Na quinta à noite, fui a uma palestra, mas não qualquer uma e sim a do Cortella. Foi tão emocionante ouvir aquele homem pessoalmente, consegui até um autografo e os dizeres "CORAGEM". Ele é inspirador e certamente esse é o sentimento certo para eu colocar no meu dna. 

Sexta de manhã me apaixonei pelo modo como o instrutor me ensinou vários truques simples e úteis para se dar bem na baliza. Depois de fazer 2 vezes a prova de carro, tudo o que eu precisava eram esses truques. Já a tarde, desesperei-me quanto como lidar com as minhas roommates.

Levantei fuzilando na manhã de sábado ao ouvir o barulho do portão, pois tínhamos combinado de ir ao centro. 

Domingo recebi uma ligação afável de meu bff, acho que não falamos nem 5 minutos, mas foi ótimo saber que ele está (relativamente) bem. haha'

Nego-me a terminar esse post sem uma breve deadline: não adianta ficar postergando o que te faz mal. 

5 de agosto de 2015

Not fair



Que filme gostoso! Não há expressão mais adequada pra definir boyhood, pois são 2 horas e 40 minutos de gostusura. Acompanhar o crescimento/amadurecimento/progresso de vida de um garoto, dos 5 aos 18 anos e perceber o quão a vida pode ser especial, única, do jeito que ela é. Sem acontecimentos extraordinários diários ou momentos inesquecíveis. A vida é o que construímos ao decorrer de anos, cada dia se esvai e nos "esvaimos" com ele. Como não se apaixonar por um filme que se inicia com Yellow do Coldplay? Difícil.


Aproveitando a deixa do filme, faz-se necessário comentar sobre o início de minhas férias. Primeira férias da faculdade, alguns meses que mudaram a minha vida, também meu modo de pensar, agir, sentir, viver. Hoje vejo claramente que me deixei se anestesiar por desculpas e ir me iludindo a ponto de não achar mais sentido. Sabe, talvez estejamos sempre confusos acerca de tudo, mas mostramos que temos certezas para nos guiar, por que não usar a nossa entropia como guia? Encontrar a cada dia algo que nos possa dar sentido a vida? A acordar cedo para assistir aula de cálculo, física, geometria analítica? Não, eu me entorpeci e isso arruinou meu semestre, aprendi com os erros e não gostaria de repeti-los. Não quero deixar aqui mais uma desculpa furada de que foi mudar completamente e conseguir as notas mais altas. Quero que a cada vez em que eu tiver de estudar coisas aparentemente inúteis eu tenha claro em minha mente de que elas não são inúteis uma vez que decidem o meu futuro. Construir um castelo com as pedras que encontrar pelo caminho, tal aconselhou-nos Drummond. That's it. 

26 de julho de 2015

Das Ende

Posterguei o máximo que pude para escrever sobre o final. O que me incentivou a escrevê-lo hoje foi a necessidade de levar com leveza tudo o que não entendi e realmente se dar conta de que já passou, está-se acabado. Em uma segunda-feira ensolarada, ouvi rumores do que seria uma tragédia, contudo, a priori, olhei-me no espelho e acreditei que seria melhor assim, não haveria razões de eu entristecer-me, era hora de seguir em frente, pois eu estava bem. Ao contar aos amigos, percebi a gravidade da situação e não a tirava da cabeça. Eles me ajudaram a entender que, apesar de tudo, eu deveria ficar bem uma vez que eles estariam ao meu lado. A terça-feira amanheceu nublada e fria tal eu estava. Dia de aprendizado quanto ao sofrimento, dia em que ficou claro que o silêncio foi uma das poucas coisas que restaram. Quarta acordei de boa vontade, o machucado havia melhorado significativamente e eu estava pronta para os acontecimentos do dia. Foi comprovado que a probabilidade de eu ter um problema cardiológico/respiratório grave é pequena e não tal ele supôs. Quinta a noite, o vi de relance, não fixei o olhar, sequer olhei no rosto, senti uns tremeliques que logo repeli. C'est echt das ende. Sexta foi dedicada a química e sábado aos amigos. Hoje, descansar e estudar. Como lição, tiro que desde o início de um relacionamento, deve-se cultivar a transparência e bom senso, não sei os porquês e não vou atrás deles, simplesmente deixei estar. Não faria nada diferente, fui eu mesma em todos os momentos, quanto a ele, tenho minhas dúvidas. Sentia-me sufocada com a pressão que fazia para "também gostar" dele. Eu não sentia aquele sentimento profundo do qual ele profanava nem ao menos queria dar chances de senti-lo, mas quando estava tentando trilhar tal caminho, fui impedida de ir adiante, ele mesmo colocou barreiras as quais eu não iria transpor por não ter criado forças suficientes e assim voltamos ao início da história.  

5 de julho de 2015

Momentos encabulantes

" - De onde você tira tanta coisa aleatória?"

" - Eu gosto de você, de verdade, e espero que você também sinta o mesmo."

" - Essa é pra você, All of me."