5 de agosto de 2015

Not fair



Que filme gostoso! Não há expressão mais adequada pra definir boyhood, pois são 2 horas e 40 minutos de gostusura. Acompanhar o crescimento/amadurecimento/progresso de vida de um garoto, dos 5 aos 18 anos e perceber o quão a vida pode ser especial, única, do jeito que ela é. Sem acontecimentos extraordinários diários ou momentos inesquecíveis. A vida é o que construímos ao decorrer de anos, cada dia se esvai e nos "esvaimos" com ele. Como não se apaixonar por um filme que se inicia com Yellow do Coldplay? Difícil.


Aproveitando a deixa do filme, faz-se necessário comentar sobre o início de minhas férias. Primeira férias da faculdade, alguns meses que mudaram a minha vida, também meu modo de pensar, agir, sentir, viver. Hoje vejo claramente que me deixei se anestesiar por desculpas e ir me iludindo a ponto de não achar mais sentido. Sabe, talvez estejamos sempre confusos acerca de tudo, mas mostramos que temos certezas para nos guiar, por que não usar a nossa entropia como guia? Encontrar a cada dia algo que nos possa dar sentido a vida? A acordar cedo para assistir aula de cálculo, física, geometria analítica? Não, eu me entorpeci e isso arruinou meu semestre, aprendi com os erros e não gostaria de repeti-los. Não quero deixar aqui mais uma desculpa furada de que foi mudar completamente e conseguir as notas mais altas. Quero que a cada vez em que eu tiver de estudar coisas aparentemente inúteis eu tenha claro em minha mente de que elas não são inúteis uma vez que decidem o meu futuro. Construir um castelo com as pedras que encontrar pelo caminho, tal aconselhou-nos Drummond. That's it. 

26 de julho de 2015

Das Ende

Posterguei o máximo que pude para escrever sobre o final. O que me incentivou a escrevê-lo hoje foi a necessidade de levar com leveza tudo o que não entendi e realmente se dar conta de que já passou, está-se acabado. Em uma segunda-feira ensolarada, ouvi rumores do que seria uma tragédia, contudo, a priori, olhei-me no espelho e acreditei que seria melhor assim, não haveria razões de eu entristecer-me, era hora de seguir em frente, pois eu estava bem. Ao contar aos amigos, percebi a gravidade da situação e não a tirava da cabeça. Eles me ajudaram a entender que, apesar de tudo, eu deveria ficar bem uma vez que eles estariam ao meu lado. A terça-feira amanheceu nublada e fria tal eu estava. Dia de aprendizado quanto ao sofrimento, dia em que ficou claro que o silêncio foi uma das poucas coisas que restaram. Quarta acordei de boa vontade, o machucado havia melhorado significativamente e eu estava pronta para os acontecimentos do dia. Foi comprovado que a probabilidade de eu ter um problema cardiológico/respiratório grave é pequena e não tal ele supôs. Quinta a noite, o vi de relance, não fixei o olhar, sequer olhei no rosto, senti uns tremeliques que logo repeli. C'est echt das ende. Sexta foi dedicada a química e sábado aos amigos. Hoje, descansar e estudar. Como lição, tiro que desde o início de um relacionamento, deve-se cultivar a transparência e bom senso, não sei os porquês e não vou atrás deles, simplesmente deixei estar. Não faria nada diferente, fui eu mesma em todos os momentos, quanto a ele, tenho minhas dúvidas. Sentia-me sufocada com a pressão que fazia para "também gostar" dele. Eu não sentia aquele sentimento profundo do qual ele profanava nem ao menos queria dar chances de senti-lo, mas quando estava tentando trilhar tal caminho, fui impedida de ir adiante, ele mesmo colocou barreiras as quais eu não iria transpor por não ter criado forças suficientes e assim voltamos ao início da história.  

5 de julho de 2015

Momentos encabulantes

" - De onde você tira tanta coisa aleatória?"

" - Eu gosto de você, de verdade, e espero que você também sinta o mesmo."

" - Essa é pra você, All of me."

6 de junho de 2015

Acabei de assistir a um filme encantador: O Grande Hotel Budapeste. Cheio de cores, drama, suspense, comédia que nos leva a reviver um acontecimento marcante: o homicídio de uma hóspede. A tempos, dois amigos me recomendaram esse filme e finalmente hoje o assisti pois gostaria de transcender a minha realidade e uma das maneiras mais interessantes e sutis, pra mim, de fazer isso é com a arte, sendo lendo um livro, assistindo um filme... Nesse feriado preparei-me para tornar real um desejo, contudo ele não está sendo bem aceito para os meus familiares. Entristeci-me com as palavras impensadas de minha mãe, foram cruéis e miseráveis. Ao mesmo tempo em que sinto um vazio interior se adentrar ainda mais, tenho de me concentrar para as diversas provas e compromissos que tenho ao fazer uma faculdade e tudo isso me confunde, faz-me vacilar e questionar. 
Não há mais desculpas e lamúrias, esse é o tempo de apenas fazer e quero que seja divertido. Por que não? 

Referência a Cara Delevingne:

"I'm young, I'm having fun, I don't want to pretend to be something I'm not, so I don't really care on that matter. People can say what they want, but I'm having a good time. I know what people are doing who are my age; I just think it would be a lie to pretend that I'm not having a good time."

Don't worry, be happy ❤️ Embrace your weirdness 💥 STOP LABELLING, START LIVING 

caradelevingne