15 de junho de 2013

#Parte 3: Nova Concepção de Vida do Renascimento


O mais importante produto do Renascimento foi uma nova visão do homem. Os humanistas do Renascimento desenvolveram uma crença totalmente nova no homem e em seu valor, o que se opunha frontalmente à Idade Média, período em que se enfatizava somente a natureza pecadora do homem. 
Durante toda a Idade Média, o ponto de partida sempre fora Deus. Os humanistas do Renascimento, ao contrário, têm como ponto de partida o próprio homem.

O humanismo do Renascimento foi muito mais marcado  pelo individualismo do que o humanismo da Antiguidade. Não somos apenas pessoas; somos indivíduos singulares. Este pensamento podia levar a uma adoração irrestrita do gênio. O ideal passou a ser, então, aquilo que chamamos de o homem renascentista. Entendemos por isto um homem que se ocupa de todos os aspectos da vida, da arte e da ciência. Além disso, a nova visão do homem mostrava-se também no interesse pela anatomia do corpo humano. 

Homem Vitruviano, Leonardo da Vinci

Como na Antiguidade, começaram-se a dissecar os mortos, a fim de se descobrir como era constituído o corpo humano.


A nova imagem do homem levou a uma concepção de vida absolutamente nova. O homem não existia apenas para servir a Deus, mas também para ser ele próprio. Por esta razão, o homem podia desfrutar aqui e agora e dua própria vida. E se o homem podia se desenvolver livremente, ele tinha possibilidades ilimitadas. Seu objetivo era ultrapassar todas as fronteiras.



Mas durante o Renascimento floresceu também aquilo que chamamos de "anti-humanismo". refiro-me com isto a uma Igreja e a um poder estatal autoritários. Durante o Renascimento houve também processos contra bruxos e bruxas, execuções em fogueiras, magia, superstição, sangrentas guerras religiosas e ainda a brutal conquista da América.
Nenhuma época é apenas boa ou apenas ruim.O bem e o mal perpassam toda a história da humanidade como dois fios de uma meada. E frequentemente se entrelaçam um no outro.

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Qual a contribuição de Copérnico, Kepler, Galileu Galilei e Isaac Newton para a humanidade?

Qual a importância da obra Principia de Isaac Newton?


Essas e outras informações você encontrará na #Parte 4!

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14 de junho de 2013

Zitate


Lernen besteht in einem Erinnern von Informationen,     die bereits seit Generationen in der Seele des Menschen wohnen. 

Sokrates

#Parte 2: Arte Renascentista

As ideias do humanismo também influenciaram os artistas. Durante a Idade Média, quase todos os pintores e escultores trabalhavam para a Igreja. Suas obras representava passagens da Bíblia, a vida de Jesus Cristo e dos santos. Com o humanismo, os artistas passaram a focam outros assunto, como temas relacionados aos gregos e romanos antigos, paisagens e retratos.

A Mona Lisa
Leonardo da Vinci - 1503
 
Pintura Medieval – circa de 1200
Autor Desconhecido
 
O quadro de Cristo é uma pintura da idade média. Não há profundidade, não há trabalho com as cores, não há “Chiaro escuro”. Quando comparamos este tipo de pintura com “A Mona Lisa” de Leonardo da Vinci, podemos compreender a importância do Renascimento, e o maravilhoso papel de Da Vinci na História da arte. Estes dois trabalhos também ilustram que a obra deve ser estudada em seu tempo, comparando com o que existia antes, e não com o que apareceu depois.

Uma premissa importante do Renascimento foi a transição da economia à base de troca para a economia monetária. No final da Idade Média, havia cidades de comércio intenso e de comerciantes experientes, com economia de base monetária e sistema bancário. Desta forma surgiu uma burguesia que havia conquistado certa independência com referência às necessidades vitais básicas. O que se precisava para viver comprava-se agora com dinheiro.


Qual foi a visão de mundo dos humanistas renascentistas? 
O que foi o anti-humanismo?

Você só saberá a resposta a estas perguntas se ver a #Parte 3 dessa viagem pelo Renascimento!

10 de junho de 2013

Renascimento #Parte 1

Por Renascimento entende-se uma período abrangente de apogeu cultural que se iniciou em fins do século XIV. 

Giovanni Bellini

Este movimento começou no Norte da Itália e depois se expandiu rapidamente rumo ao norte ao longo dos século XV e XVI.

Depois da longa Idade Média que via todos os aspectos da vida a partir de um prisma divino, o homem volta a ocupar o centro de tudo, chamamos isto de humanismo do Renascimento. 
A égide deste movimento era a seguinte: "De vota às fontes!", e a principal fonte era o humanismo da antiguidade. "Desenterrar" esculturas antigas e manuscritos da Antiguidade tornou-se quase um esporte popular. O estudo do humanismo grego também tinha um objetivo pedagógico: o estudo de temas humanistas levava uma "formação clássica", capaz de elevar o homem a um nível superior de existência.


O Renascimento significou uma fase de alargamento dos limites humanos. O novo espírito de investigação proporcionou progressos técnicos e conceituais,                        além de questionamentos religiosos que abriram caminhos para as reformas religiosas.


Os três inventos da imagem acima                                                    - a impressão de livros, a bússola e a pólvora -                      foram os pressupostos mais importantes para a nova era, que chamamos de Renascimento.

A bússola facilitou a navegação. 
Em outras palavras, ela foi um pressuposto importante para os grandes descobrimentos.                                                                                               

O mesmo vale para a pólvora. 
As novas armas trouxeram a supremacia europeia sobre as culturas americana e asiática. Mas também na Europa a pólvora foi de grande importância. 

E a impressão de livros foi importante para difundir os novos pensamentos do Renascimento humanista. 
Em 1540, Johannes Gutenberg inventou o sistema de impressão com tipos móveis. 
Até então, os textos eram copiados à mão, um trabalho lento sujeito a muitos erros. 
Com a invenção da imprensa, os livros se tornaram mais acessíveis a um público muito maior e mais fiéis ao original.


Em que artistas do Renascimento se inspiraram para pintar quadros                                   e fazer esculturas?

Foi no Renascimento que passaram a usar o dinheiro como moeda de troca? 

Essas questões serão respondidas na #Parte 2 sobre o Renascimento!


24 de maio de 2013

Religiões Tradicionais da África

As religiões tradicionais da África estão muito ligadas aos diferentes grupos étnicos do continente, dos quais mais de 700 estão ao sul do Saara. Há grande diversidade de práticas e crenças, mas a existência de algumas importantes características comuns permite que se façam algumas observações gerais. Como não têm livros sagrados, as religiões africanas tradicionais baseiam-se em mitos e rituais transmitidos oralmente, por tradição e costume.


Podem ser descritas como sistemas de crenças e rituais que estão mais fortemente associados à experiência diária do que a princípios metafísicos e morais que prometem a salvações individual em um outro mundo espiritual. O mal e o infortúnio, portanto, são vistos como fruto da perversidade humana e de desordem dentro da harmonia correta das coisas, podendo ser retificadas através de conciliação e de curas (ao invés das ações de poderes sobrenaturais).

Em geral, afirma-se a existência de um Deus supremo ou princípio último, mas dá-se maior atenção a uma série de deidades e espíritos secundários. A partir do século 17, à medida que a colonização europeia prosseguia, a ideia de um Deus supremo foi se torando mais importante, provavelmente como consequência da desintegração das instituições políticas tradicionais locais. Após o contato com o cristianismo e o Islã, muitos africanos reconheceram seu Deus supremo como o mesmo dessas religiões, o que permitiu uma síntese de certos aspectos das diferentes tradições.


Na maioria dos sistemas africanos de crenças, os espíritos ancestrais são particularmente importantes. Crê-se que os espíritos dos líderes do clã ou família continuam a cuida do bem-estar de seus descendentes e fazem-se esforços consideráveis para obter os favores dos espíritos através de orações e sacrifícios. Há ainda outros seres espirituais, entre os quais os espíritos malignos, cujo poder pode ser utilizado por feiticeiros e bruxos. O uso de amuletos e encantamentos para afastar feitiçarias também é muito comum. Em muitas partes da África subsaariana, o rei ou chefe era tradicionalmente reverenciado como semidivino e provia a liderança moral e religiosa. Diversas categorias de indivíduos lidam também com a vida espiritual: sacerdotes, herbanários, médiuns, possuídos pelo espírito de um deus ou ancestral, e adivinhos, que preveem o futuro através de atos de magia, como jogar ossos.

Os rituais comunais são mantidos para objetivos específicos, como trazer chuva ou abençoar a colheita. Ritos de passagem marcam os momentos decisivos da vida do indivíduo e mantêm a coesão da comunidade. Os locais sagrados tanto podem ser de tipo natural (um bosque, uma árvore), como edificações sagradas, semelhantes a grandes templos, dedicados a um deus ou espírito, e em cujo interior podem estar guardadas imagens ou objetos sagrados.