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19 de outubro de 2012

Mitologia Oriental

Zoroastro

Nosso conhecimento da religião dos antigos persas deriva principalmente do Zendavesta, o livro sagrado daquele povo. 



Zoroastro foi o fundador de sua religião, seu sistema tornou-se a religião dominante da Ásia Ocidental, desde o tempo de Ciro (550 a.C.) até a conquista da Pérsia por Alexandre Magno.




Zoroastro ensinava a existência de um ser supremo que criou outros dois seres, Ormuzd (conhecido pelos gregos como Oromasdes) permaneceu fiel a seu criador e era considerado a fonte de todo o bem, enquanto Arimam (Arimanes) revoltou-se, tornando-se o autor de todo o mal que existe sobre a Terra.
Ormuzd criou o homem, dando-lhe tudo aquilo que seria necessário para à sua felicidade; mas Ariman arruinou essa felicidade ao introduzir maldades no mundo.
Em consequência desse desdobramento, os devotos de Ormuzd e Ariman estão constantemente em guerra. Mas esse estado não irá durar para sempre. Virá o dia em que os devotos de Ormuzd serão vitoriosos, e Ariman e seus seguidores serão destinados à escuridão eterna.

Os persas na Antiguidade adoravam o fogo, a luz e o sol, como emblemas de Ormuzd, a fonte de toda a luz e da pureza, mas não consideravam divindades independentes.
Os ritos religiosos e as cerimônias eram regulamentadas por sacerdotes conhecidos como magos. A sabedoria dos magos estava ligada à astrologia e ao encantamentos, assuntos que dominavam tão bem que seu título passou a ser usado por todos os grupos de mágicos e encantadores.

Mitologia Hindu

A religião dos hindus foi fundada, segundo está expressamente admitido, pelos Vedas. Os hindus atribuem a maior santidade a esses livros, afirmando que o próprio Brahma os escreveu. A disposição atual dos Vedas, porém, é atribuída ao sábio Viasa, que viveu há cerca de cinco mil anos.
Os Vedas ensinam a crença em um Deus supremo. O nome dessa divindade é Brahma. Seus atributos são representados pelos três poderes personificados da criação, conservação e destruição, que sob os nomes respectivos de Brahma, Vishnu e Shiva formam o Trimuri, ou trindade dos principais deuses hindus.

Brahma

Brahma é o criador do universo e a fonte de onde emanaram todas as divindades individuais e pela qual elas serão, finalmente, absorvidas. "Assim como o leite se transforma em coalho e a água, em gelo, assim Brahma se transformou e se diversificou em várias coisas, sem qualquer ajuda de recursos exteriores." A alma humana, de acordo com os Vedas, constitui uma parte do poder supremo, do mesmo modo que uma fagulha pertence ao fogo.



Vishnu




Vishnu personifica o princípio conservador de proteger os bons ou punir os maus, através de diferentes encarnações ou formas corporais. O primeiro avatar foi o de Matsia, o Peixe, forma sob a qual Vishnu preservou Manu, o antepassado da raça humana, durante um dilúvio universal. O segundo avatar foi sob a forma de uma Tartaruga, que Vishnu assumiu para proteger a Terra quando os deuses estavam agitando o mar, à procura de uma bebida que dava a imortalidade, Anrita.
Omitiremos os outros avatares, que tinham a mesma finalidade geral, isto é, de proteger o bem ou punir os maus, e chegaremos ao nono, que é o mais celebrado dos avatares de Vishnu, no qual ele apareceu sob a forma humana de Krishna, um guerreiro invencível, que, por suas façanhas, livrou a Terra dos tiranos que a oprimiam. Os adeptos do brahmanismo consideraram Buda como uma encarnação ilusória de Vishnu, assumida por ele a fim de induzir os Asuras, adversários dos deuses, a abandonar os ensinamentos sagrados dos Vedas, graças ao que eles perderiam sua força e supremacia.
Calque é o nome do décimo avatar, no qual Vishnu aparecerá no fim da época presente do mundo, para destruir todos os vícios e malvadezas e restituir à humanidade a virtude e a pureza.



Shiva







Shiva é a terceira pessoa da trindade hindu. É a personificação do princípio destruidor. Embora venha em terceiro lugar, no que diz respeito ao número de adoradores e à extensão do culto, é mais importante que os outros dois. Nas Puranas (Escrituras da moderna religião hindu), representa melhor as forças de regeneração do que as de destruição.
Os adoradores de Vishnu e Shiva formam duas seitas, cada uma das quais proclama a superioridade de sua divindade favorita, negando as pretensões da outra, ao passo que Brahma, o criador, tendo completado sua obra, já não é considerado como um deus em atividade e só possui um templo na índia, ao passo que Maadeva (outro nome de Shiva) e Vishnu têm inúmeros.Os adoradores de Vishnu destacam-se, geralmente, por maior apego à vida e conseqüente abstinência de alimentos de origem animal e um culto menos cruel que o dos adoradores de Shiva. 

Thomas Bulchinch, O livro de ouro da mitologia
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